(por m.a.a.l.) Em 1969 Carlos Cabral comprou sua primeira garrafa de Porto para ser consumida, no inverno daquele ano, em companhia de Leda, que viria a ser sua esposa e os futuros sogros. >> Saiba Mais
Porta-retratos podem variar com o tempo, quanto ao design, a moda, o estilo mas nunca saem da moda porque são neles onde expomos
nossas lembranças para nós mesmos e para os outros. O que está, afinal, por trás dessa paixão pelos porta-retratos? >> Saiba Mais




(Por Maria Alice Ancona Lopez - uma das sócias da PRESSTO)
Em 1969 Carlos Cabral comprou sua primeira garrafa de Porto para ser consumida, no inverno daquele ano, em companhia de Leda, que viria a ser sua esposa e os futuros sogros. Aquele Dom José da Real Cia. Velha celebrou dois grandes amores. Nascia a paixão pelo Porto, que tornaria Cabral o maior especialista brasileiro no assunto e estava selado o amor pela companheira de toda a vida que o segue, inclusive, nas jornadas do Vinho do Porto.
Embora de família portuguesa, Cabral descobriu sozinho o Porto e começou uma caminhada incansável, para estudá-lo. E o aluno foi tão determinado que mereceu o maior reconhecimento dado a um especialista no assunto. Foi nomeado Cavaleiro da Confraria do Vinho do Porto em 1984 e promovido ao grau máximo de Infanção em 2003. Não há mais outros títulos a conquistar.
A paixão de Cabral por este vinho nascido nas entranhas do Douro,
resultado do esforço imenso de quem o produz, fez com que, nas muitas
viagens a Portugal conhecesse não apenas a região e os produtores
mas também se tornasse amigo de muitas personalidades, verdadeiras
lendas no assunto.
"São inesquecíveis momentos vividos ao lado dos mestres
Fernando Moreira Paes Nicolau de Almeida, enólogo da Casa Ferreira
e José Antonio Ramos Pinto Rosas.Foram únicos e memoráveis.
Mestres maiores, souberam cultivar em mim um amor platônico pelo Porto.
A amizade leal, sincera e familiar com Manuel Joaquim Poças Pintão,
cujos momentos de convivência dão impressão de sermos
dois adolescentes a falar do vinho do Porto. Uma amizade nascida com vinho
do Porto é eterna!!!!!", enfatiza Cabral.
"Para mim, o Porto é como a vida. Está presente nas 24 horas do meu dia, não só o vinho, mas os amigos nascidos com o vinho, os objetos de sua história, os livros que me cercam" Como resultado desta obsessão sadia, Cabral formou uma coleção de aproximadamente 7500 de rótulos do Porto que ele organizou e transformou - usando apenas uma pequena parte deles - em livro, já publicado: Porto, Um Vinho e Sua Imagem, lançado como uma forma de o Brasil participar das comemorações das 250 anos da demarcação oficial da região de produção do Porto. “Antes de ser vinho, o Porto é história” e há muito da nossa história que pode ser contada através do Porto”, afirma com categoria, ele que tem uma coleção de mais de 400 livros relativos a esse vinho tão especial.
Projetos futuros?"Quero dissecar a história do vinho no Brasil, sua presença em diversos segmentos de nossa sociedade. Depois de Porto, Um Vinho e Sua Imagem e “A Presença do Vinho no Brasil”, vem aí “O Vinho na Diplomacia Brasileira”, “O Vinho na Marinha do Brasil”, na Igreja do Brasil e outros mais. Sem falar do Dicionário do Vinho do Porto que já é quase uma realidade.
Aos iniciantes no assunto, Cabral aconselha muita leitura. "O Porto tem a maior literatura disponível diante de outros vinhos. Ler sua heróica história de mais de 400 anos é um exercício de cultura raro. Ler sempre e muito para se entender as múltiplas facetas desse vinho é descobrir, a cada momento, que se trata de uma obra de arte em uma forma líquida.”
Engana-se no entanto quem pensar que, com toda esta filosofia e as muitas honrarias que recebeu, Carlos Cabral seja um desses especialistas cheios de empáfia. Bem ao contrário. Ele sabe repartir com os outros o seu conhecimento. Fala com a simplicidade de quem conhece e ama o que faz.
Hoje ele tem exerce inúmeros papéis: é escritor, palestrante e consultor de grandes empresas, sempre voltado ao crescimento e transformação do mercado brasileiro de vinhos. Participou da fundação da Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho e de diversas outras sociedades e confrarias no Brasil e Exterior. Viaja constantemente, sempre acompanhado de Leda, conhecendo as regiões vinícolas do mundo e, em especial, de Portugal e do Brasil. Colabora com revistas de enologia e sua atividade cotidiana é como consultor de Vinhos do Grupo Pão de Açúcar, trabalho que inclui a formação periódica de novos consultores em vinho.
Privilégio engarrafado
O Porto é um vinho natural e fortificado, produzido e vinhedos em
forma de terraços, exclusivamente na região demarcada do Douro,
norte de Portugal.O que torna o Porto diferente de outros vinhos, além
do clima e solo únicos, é o fato de sua fermentação
ser estancada na fase inicial,através da adição de uma
aguardente vínica neutra. Assim, o açúcar natural das
uvas não se transforma totalmente em álcool, tornando o Porto
um vinho naturalmente doce
Os tipos
Quanto à cor, o vinho do Porto pode ser:
Tawny (aloirado) – Sua cor é topázio,resultado de envelhecimento em tonéis de carvalho. Combina com doces em geral, e também
é ótimos digestivo.
Ruby – De cor grená intenso é um Porto jovem, bastante
frutado. Geralmente não tem mais de 3 anos e deve ser consumido jovem.
White – Quando jovem é claro e transparente, com o tempo oxida-se
ganha tonalidade amarelo ouro. Branco extra-seco é um excelente aperitivo
e o Lágrima (muito doce)é ideal para sobremesas.
No quesito qualidade, o vinho do Porto pode ser:
Vintage – É considerado o melhor dos Portos porque vem da melhor parte de uma colheita excepcional. Combina com perfeição com
queijosespecialmente com o Queijo da Serra da Estrela.
LBV -Late Bottled Vintage – Tipo de Porto Vintage que descansa entre
4 e 6 anos em barricas de carvalho antes de ser posto à venda. Vinho
rico em cor e forte sabor. Combina muito bem com vários chocolates,
massas folhadas e amêndoas
Colheita – Este vinho é um Tawny por excelência, que deve
permanecer em barrica por no mínimo 7 anos.
Porto com indicação de idade – é um vinho resultante
da mistura de vários vinhos velhos. O rótulo da garrafa indica
a idade média do vinho. Perfeito com frutas secas e principalmente
amêndoas e também marzipã .
O Porto no D&D
Ficou com vontade de provar um Porto? Vinhos do Porto, taças e decanters
também estão no D&D, na Expand, Maison des Caves , Spicy,
Tok & Stok.
Conselhos do Cabral
Aos iniciantes, Cabral lembra que o Porto é para todos os momentos.
"O Porto Branco, gelado,com limão e tônica é um grande
refresco.
O Porto Tawny com os doces a base de amêndoas, um deleite para a alma
e os Portos Ruby (vintages jovens e LBV) com os queijos de ovelha curado são
experiências memoráveis.
O ritual do Porto é sempre o mesmo: respeito diante do cálice.
É um momento mágico!"
Ele lembra ainda que, com a idade, o vinho do Porto deposita ao fundo da
garrafa, a sua borra natural. Cuidar da garrafa para que o vinho não
turve, é fundamental, por isso é importante decantar o vinho
do Porto antes de serví-lo. É apropriado ter cuidados de filtragem
em moderno funil de prata ou de aço inox .
Quanto à temperatura, os Tawnys e os Rubys devem estar entre 16 e 18
graus evitando-se assim uma grande volatilização do álcool
presente no vinho.
"Degustá-lo em paz sendo um atento observador de sua cor, aromas e sabores é enriquecer e abastecer a alma. Lembrar do vinho do Porto em todo o seu conjunto é elevar o espírito e purificar a alma."
Maria Alice Ancona Lopez (Mariuccia) ... clique para
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(Por Maria Alice Ancona Lopez - uma das sócias da PRESSTO)
O que está, afinal, por trás dessa paixão pelos porta-retratos?
“A fotografia é um congelamento em que você eterniza um momento de sua vida. É a foto que te remete a como você também quer ser visto”, afirma a psicanalista Ana Paula Pires.” Foto é um olhar privilegiado porque é um recorte, um congelamento que ressignifica a realidade, que dá um certo sentido à experiência de vida. A foto dá uma pista para o entendimento de nós mesmos , que sempre é enganosa, porque esta constância de sentido é imáginária, fantasiosa, mas que, de qualquer forma, nos seduz, nos encanta.”
Na base de tudo está uma verdade incontestável: “Nós nos constituímos a partir do olhar do outro - O que o Outro quer de mim ? O que o Outro vê em mim?, proporia Lacan. Uso como referência o outro, para saber de mim. A alteridade é muito importante na nossa própria revelação, continua a psicanalista e, na foto, somos interpretados a partir do outro”
Nossos olhos são atraídos para ver o que nos interessa. Eles focalizam o detalhe, o recorte. Na fotografia, o recorte é feito pelo olhar do outro e é através dele que a pessoa entra no mundo, na sua própria cultura. Entra como desejada.
Ainda há outro aspecto a ser considerado: a fotografia é uma obra aberta. Você vê nela sua própria história e pode reinterpretá-la. Quantas vezes olhamos uma foto antiga e nela vemos um aspecto novo “olha como minha mãe era jovial” ou “olha como estávamos felizes”, sinais que haviam passados despercebidos em ocasiões anteriores.
Outra explicação pela eterna paixão por fotografias em porta-retratos, segundo Ana Paula está no fato de uma foto ter a concretude que permite fazer uma leitura sobre aquele instante paralisado
Nas fotos de família, por exemplo, você tenta decifrar o enigma de “quem é você”. Aí você se encontra no olhar de um tio-avô, você vê sua filha no sorriso de sua mãe, você pode começar a desembaralhar os fios da meada de sua própria história. Assim, quando colocamos as fotos nos porta-retratos estamos zelando pelas nossas lembranças.”
A fotografia, estática, no porta-retratos da sala nos permite recordar, reter certos fragmentos da experiência e esquecer o resto.
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa , tão fácil:
_ Em que espelho ficou perdida
a minha face?
(Viagem- Adelia Prado)
Mas a beleza da foto também pode variar com relação ao olhar de quem a vê. Cada um vê uma coisa e o que para mim é feio, para o outro pode ser bonito. Vale a pena citar as várias formar de olhar sobre as quais Alfredo Bosi fala no livro
“O Olhar” e que podem, igualmente, se aplicar à fotografia
Contemplar é olhar religiosamente (comtemplum)
Considerar é olhar com maravilha assim como os pastores errantes a
luz noturna ( com-sidus)
Respeitar é olhar para trás ou olhar de novo, tomando-se as
devidas distâncias (re-spicio)
Admirar é olhar com encanto movendo a alma até a soleira do
objeto (ad-mirar)
"Ao posarmos para uma foto nos arrumamos, sorrimos, na tentativa de mostrar o melhor ângulo de nós mesmos. Mas nem sempre as fotos de que mais gostamos são posadas. Fotos espontâneas em que algo de nós é pinçado, fisgado, podem revelar gratas surpresas a quem foi fotografado", finaliza.
E essas serão, com certeza as melhores candidatas ao porta-retratos
da sala.
Olho no texto:
" A fotografia dá uma pista para o entendimento de nós
mesmos ."
(Ana Paula Pires)
*Ana Paula Pires é psicanalista e Mestre em Psicologia Clínica
pela Universidade de São Paulo.
Do porta-retrato,
sem assombro,
olhando para o que hoje somos,
enquanto
o que somos
olha,
com espanto,
aquilo o que já fomos.
(Neusa Peçanha)
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(Por Giorgia Marcucci - jornalista da equipe PRESSTO)
Doze anos de profissão, bem-sucedida carreira incluindo trabalhos na Grécia, Portugal e Espanha, amor incondicional pela família, por São Paulo e pelo Brasil, a arquiteta e designer Patrícia Anastassiadis é, antes de tudo, uma atenta observadora. Mas, a exemplo dos filósofos da Grécia de seus pais, para ela observar não basta. Há que chegar ao Eureka!
Novos conceitos: ontem era pulseira; hoje é uma garagem
O jeito irrequieto de ser da grega paulistana é freqüente na
sua história profissional. Por exemplo, enquanto a maioria de nós
vê uma garagem como mero abrigo de automóveis, a arquiteta a
percebe como um espaço nobre.
“Chegamos e saímos pela garagem, raramente utilizando a entrada
social. Não raro me perguntava como este espaço poderia ser
mais estético e seguro. A solução foi sugerida pela pulseira
do relógio de uma amiga”.
Patrícia conta que a pulseira era confeccionada a partir da borracha
utilizada na fabricação do pneu Pirelli banda larga Pzero, para
Fórmula 1, já então utilizado em peças de vestuário,
acessórios e outras tantas aplicações off road. Vai daí
que... Eureka!
“Anastassiadis Conceitos idealizou a Garagem Pirelli, utilizando a borracha
Pzero em todo o conjunto e trazendo como resultado um espaço ordenado,
sinalizado, seguro e agradável”, conta Patrícia, aproveitando
para alertar que criatividade e sucesso só andam juntas quando o contexto
do mercado também está presente.
“Muitos prédios terão a Garagem Pirelli, mas não
somente por conta de criatividade e beleza. Além de conquistar o consumidor
final, a criação deve estar em consonância com os interesses
do meio em que se insere. Sob a ótica da construção civil,
em última análise a solução é adotada porque
não onera o custo final da obra. Sob a ótica da Pirelli, esta
garagem é uma ferramenta importante de market-share, remetendo ao produto
e despertando uma intimidade inexistente, pois raros são aqueles que
sabem dizer qual a marca dos pneus de seus automóveis”.
Neste intrincado de mercado e no bojo do market-share é que acontece
o encontro de estrelas, atuantes em diferentes artes. Desde 11 de fevereiro,
o site da Pirelli exibe Mission Zero, estrelado por Uma Thurman. Para mostrar
a performance do famoso pneu da marca, a atriz faz peripécias fugindo
de perseguidores, dirigindo um Lamborghini Gallardo, calçado por quatro
Pzero.
O final do filme bem poderia ser a chegada da loira cult, musa de Quentin
Tarantino, em segurança, na garagem conceituada por Anastassiadis.
Nada mais lógico, uma vez que as peripécias de Patrícia
com o Pzero começaram bem antes de Pirelli investir 3 milhões
de dólares no curta-metragem exclusivo para a web. E ela nem precisou
de um Lamborghini. Bastou-lhe a força motriz de uma pulseira de relógio.
Interiores: a arte de emoldurar histórias
Patrícia Anastassiadis é adepta do denin, índigo, blue,
porque ainda não descobriu “algo mais prático do que jeans”.
Low-profile sim, com um jeito de menina crescida e tempero de charme discreto,
mesmo por isso sofisticado. Agenda apertadíssima também, mas
Felipe é a prioridade: “desculpe, amanhã é impossível;
vou acompanhar o primeiro dia da volta às aulas de meu filho”.
Como ainda não é amanhã e o escritório é
novo, Felipe está por lá, inspecionando a sala de trabalho da
mãe. Mudança só de número. A rua, chamada Ceará,
no bairro Higienópolis, continua a mesma, no endereço do cartão
de visitas e no vértice do tempo, que a fez urbana, porém a
manteve como bucólico caminho ladeado por frondosas árvores.
O espaço Anastassiadis de trabalho deixa ver livros e publicações
diversas, e revela concretamente a paixão da arquiteta por leitura
e pesquisa, hábitos cultivados desde a infância. Também,
atesta claramente sua visão da arquitetura de interiores.
“As peças utilizadas na decoração são a
moldura, e não a história. Adotar o que dá status, porém
impede manter no ambiente o reflexo do que somos é comprometer a história
pessoal, o que serve também para ambientes corporativos. A arquitetura
de interiores, antes de tudo, orienta a circulação, a ventilação,
a iluminação e posiciona molduras para a expressão pessoal,
ou corporativa, das pessoas que ocupam tais espaços e neles recebem
seus visitantes”.
Corporativo e social: de Rothschilds a Filomenas
A assinatura Anastassiadis está presente em inúmeros espaços
corporativos, como na sede brasileira do Banco Rothschild, trazendo como objetivo
estimular o vivenciamento da marca, independente de estar projetada por um
banco; e no BankBoston, trabalho que incluiu a mudança da linguagem
corporativa da instituição.
Entre dezenas de outros projetos, como para o McDonald’s; e para a Adidas,
em São Tomé e Príncipe - “ganhar esta concorrência
internacional nos fez acreditar que, realmente, impossível é
aquilo que não se conhece” -, vale lembrar a revolução
que o furacão Patrícia provocou no andar da presidência
da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo), re-paginando-o totalmente, à época em que a instituição
era presidida por Horácio Lafer Piva.
“Foi uma experiência muito interessante. Quando cheguei para a
entrevista, não me contive. Ao externar opinião sobre a necessidade
urgente de tornar o ambiente mais adequado – em termos também
de conforto funcional - fui sincera até demais. Por isso, julguei que
não conseguiria o trabalho. Enfim, deu tudo certo”.
Às experiências com arquitetura de interiores para corporações
de renome somam-se outras tantas, aplicadas em ambientes hoteleiros, escritórios
e restaurantes (destes, inúmeros no exterior), como Limone, Armazém
Paulista, Auguri e Filomena.
É genética a raiz deste ecletismo de Patrícia Anastassiadis,
cuja infância e juventude foram pontilhadas com as cores de muitas bandeiras,
em constantes viagens cuidadosamente organizadas pelos pais, Dora e Stefanos.
Histórias de conquistas, ocupações, artes, perfumes,
sabores eram re-visitadas e comentadas em família, fortalecendo conhecimentos.
Muito provavelmente, Dora e Stefanos também aproveitavam para colher,
naqueles estrangeiros cotidianos, inspiração para os tecidos
que, na volta ao Brasil, tomavam forma na indústria têxtil da
família, no Bom Retiro.
Design: uma piscadela do olho do cisne
Porque aprendeu a olhar com olhos de ver, Patrícia jamais se contenta
com o que está à vista, como o gracioso cisne de cristal que
identifica a marca Swarovski.
Na verdade, esta história começa há mais de um século.
Em 1892, aos 30 anos de idade, o austríaco Daniel Swarovski, primogênito
de uma família de cortadores de vidro da Boêmia, inventou uma
máquina revolucionária, capaz de cortar o cristal com extraordinária
precisão. A partir da minúscula Wattens, no Tyrol, Swarovski
iniciou um interminável abraço no mundo. Hoje, um cristal Swarovski
é encontrado num sem número de peças, desde enfeites
de cristal, lustres, alta costura, aparelhos óticos de altíssima
performance e, claro, em peças criadas pela porção designer
da primogênita da família Anastassiadis.
A marca é Ornare, a coleção é Anima, e as linhas
são Lumina, Pelle, Corpore e Monograma. Confere exclusividade aos produtos
o design assinado por Patrícia, com aplicação de couro
nas portas dos armários, e puxadores adornados com incrustações
de precisos cristais Swarovski. O formato é do diamante e o brilho
é o mesmo que, em 1956, encantou Christian Dior e o fez cooperar para
a criação do efeito Aurora Borealis, introduzindo definitivamente
a marca do Cisne na alta costura.
Neste ponto, Patrícia comenta que produzir soluções criativas,
que resultem em projetos possíveis são frutos de vivência
de mercado, mas o tema deveria fazer parte do currículo universitário.
“O designer trabalha para a indústria e com a indústria,
enquanto a grande maioria dos professores não ‘entende’
a indústria, por não atuar diretamente junto a ela. Falta a
eles a intimidade com as questões que envolvem os processos industriais,
desde encargos, peculiaridades de pontos de vendas, acompanhamento de tendências,
desenvolvimento das peças nos departamentos de criação,
e muito mais. Este distanciamento confronta teoria e prática, o que
deve ser corrigido, porque, sem amplitude de visão, é quase
impossível ao recém-formado enfrentar com sucesso o mercado
de trabalho. No caso da Ornare e em outros tantos, se não houvesse
entrosamento entre designer e corpo técnico da indústria, nada
ia acontecer”.
Grandes espaços, grandes soluções: a era cluster
Arquiteta de interiores, inovadora de conceitos, designer. Ainda não
é tudo. Trabalhar exteriores, criando soluções expostas
ao ir, vir e usar de pessoas também faz parte do prazer profissional
e do já extenso e vitorioso currículo de Patrícia. Vitorioso
ainda mais para alguém que, há pouco mais de dez anos, juntamente
com o irmão e sócio Eudoxios, utilizava um cantinho na indústria
têxtil dos pais para fabricar móveis de ferro.
Para os grandes espaços, surge a porção arquiteta que
ordena, personaliza e aprimora o perfil de áreas extensas, de ocupação
horizontal, como Ville de France, em Itatiba, SP; ou de ocupação
vertical, como a Reserva Granja Julieta, na capital, empreendida pela extensão
brasileira da Tishman Speyer, a gigante norte-americana do mercado imobiliário
que, além de centenas de outras espetaculares realizações
e aquisições é a dona do Rockfeller Center e do Chrysler
Building.
Para os espaços comuns da Reserva Granja Julieta – estréia
da Tishman no mercado residencial, com investimentos de 40 milhões
de dólares -, Anastassiadis passeou a criatividade em praças
internas, na introdução da arte e na ordenação
da ocupação de quadras poliesportivas, pistas de cooper, piscinas,
academia de ginástica, centro gastronômico e sala de cinema.
Um pequeno mundo, à sombra de 200 árvores nativas.
Quase uma cidade?
“Não. É um cluster, do qual, em diferentes propostas
e escalas há vários exemplos, em nossa e outras cidades brasileiras.
As pessoas cada vez mais se concentram. A tendência é irreversível,
provocada pelas pressões do cotidiano urbano. No espaço-cidade,
é impossível parar e observar a escultura que, enquanto enriquece
a praça, conta um pouco da história. No cluster, o espaço-cidade
é interiorizado. Pode ser generoso, impecável, atrativo para
ser utilizado e, o que é melhor, pode ser utilizado”.
Patrícia comenta de que forma o grande volume de crédito disponível
– 2007 deve fechar uma oferta de recursos da ordem de 12 bilhões
de reais para financiamentos imobiliários - reflete no profissional
de arquitetura.
“No Brasil, esta atividade, trabalhando interiores, fachadas ou espaços
externos nunca foi tão importante como agora, e não apenas pela
demanda. Com chance para interagir, o arquiteto não pode abrir mão
de avaliar o espaço urbano; de conseguir dar algo para a cidade. Desenhar
calçadas e muros, pensar e criar mobiliário urbano que garanta
conforto. A cidade não é só mercado. É um organismo
vivo, que necessita equilíbrio. Suas necessidades estão além
de traçados. Equilíbrio do meio ambiente é obrigação,
como o é o uso de energia solar e o reuso da água”.
“Quanto ao consumidor, está mais refinado. Lê atentamente
o memorial descritivo. Quer saber detalhadamente sobre os acabamento. Os tempos
são outros. É preciso sugerir elementos, partir para o desenho
macro”.
“Neste momento, quando é fértil o campo para a arquitetura,
que é a grande medicina para a cidade, o arquiteto não deve
esquecer seu papel de médico. Temos muitos espaços para os quais
projetar soluções; e também espaços a recuperar,
tarefas que podem somar qualidade de vida e viabilidade econômica”.
No contexto profissional, levando ao extremo a relação arquiteto/cidade,
como resumir o ser, o estar e o fazer?
“Agir com o coletivo da profissão; estar atenta aos chamamentos
da cidade; melhorar a vida das pessoas. Assimilar o que enxergo e realizar
trabalhos que contribuam para melhorar a qualidade de vida de quem vai habitá-los”.
Para resumir o enérgico ser e pensar de Patrícia Anastassiadis,
emprestamos de Pitágoras de Samos uma das muitas gotas da sua fonte
de sabedoria: Pan Metron Ariston, ou: A virtude Está no Meio.
(Por Maria Alice Ancona Lopez - uma das sócias da PRESSTO)
Minha vida profissional havia sido apenas como jornalista, até 1998. Neste ano, um amigo, da Austrália, sabendo que a instituição em que trabalhava queria entrar no mercado brasileiro, indicou meu nome para atender ao Box Hill College, em Melbourne.
Depois de vários contatos por telefone, fax (os emails ainda não estavam tão difundidos) fui convidada a visitar o College, aliás, um dos maiores e mais respeitados da região de Victoria. Para minha surpresa e alegria, eles queriam mais do que a divulgação da instituição no Brasil. Queriam que eu me tornasse representante da escola também para a captação de estudantes.
Voltei ao Brasil com o contrato na mala e um enorme desafio. Daquela data em diante eu deixara de ser exclusivamente jornalista para entrar no mercado da educação internacional.
O desafio era grande para quem não havia sequer imaginado que isto ocorresse na vida mas a alegria também. Ser parte integrante da realização dos sonhos de alguém é sempre muito especial . E quem investe em viagem internacional, quem poupa durante tanto tempo para poder cursar uma graduação, pós ou simplesmente aprender um idioma na sua terra de origem está sim, em busca de uma sonho. De vida melhor, de futuro brilhante, de destaque no seu grupo social, no seu trabalho. Ou, no mínimo, na esperança de uma excepcional experiência de vida.
Mas, como a jornalista com toda sua necessidade investigativa ainda vive dentro de mim, a primeira coisa que fiz foi matricular meu filho para curso de inglês, nas férias. Como o sobrenome dele é o do pai, diferente do meu, ninguém na escola desconfiou que ele era quem era. Seguiu feliz da vida para as quatro semanas na Austrália, no auge de seus 18 anos, com uma carta na mala que deveria ser entregue na secretaria da escola em seu último dia de aula. Nela eu explicava que, mesmo tendo conhecido a escola eu precisava que alguém da minha total confiança testasse o sistema. Que me dissesse não apenas como eram as aulas, o currículo mas ainda que soubesse avaliar a vida em uma comunidade totalmente diferente, a estadia em homestay, com famílias locais, como era esse mundo para o qual eu, naquela hora, começava a entrar.
Bem, visto de longe, hoje, tudo parece muito engraçado mas é assim
que eu penso e ajo. Com muito cuidado para poder ajudar cada um a encontrar
o lugar certo para realizar seus sonho.
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As far as I can remember I’ve always wanted to live abroad. When I was about 8 I found a cassette from my brothers which had two Beatles songs and it only took one listen to it and I was in love.
My cousin, who was also a big fan of the Beatles, lent me a book about them (because back then PCs and internet were something that you would only see in awe on films) which I read over and over again. I wanted to move to Liverpool, wanted it to be early 60s again, I wanted to hang around with John, Paul, George and Ringo on Penny Lane. I wanted to change my name to Michelle. I think it was then that I decided that my place was away from my native country. It did take quite some time for me to make the move, 15 years to be precise. Worth the waiting, I’d say.
But from time to time you wonder if you made the right choice, if you wouldn’t be better off still at home, still seeing the same places you’ve seen since birth, if the place you are really is where your heart is. Well, today I’ve met some people that reassured me that I am where I’m supposed to be. I went to watch a documentary about an amateur boxing club at north inner city Dublin and after the screening we could meet the people involved in the filming. My kind of people.
Not posh, snobbish people wasting money like water or toilet paper. They were Irish working class, the thick accent, the wit, the street wisdom, not thinking they were worse or better than any one else. They embraced immigrants, helped them, support people who otherwise wouldn't have any opportunities in life. It reminded me of the people I wanted to meet when I moved here, it showed me that not everyone here is ashamed of being Irish, pretending to be American or English or French, or anything else. They are who they are and they are happy to be themselves.
And I know it is a big stretch from Beatles to immigrants boxing in Dublin, but they both make me feel sure that this is home and that this is where the heart is.
(Por Maria Alice Ancona Lopez - uma das sócias da PRESSTO)
Como príncipes e princesas ...
Escolas da Inglaterra oferecem programas de férias com todas as mordomias, em pequenos castelos
Cercadas de grande áreas verde, escolas tradicionais - onde estudaram personalidades como Winston Churchill e Lewis Carroll, o autor de Alice no País das Maravilhas – abrem sua portas para alunos estrangeiros, durante as férias de julho. A programação é intensa combinando aulas de inglês pela manhã e muita atividade esportiva e cultural à tarde e nos finais de semana.
Existem programas isolados, de cada escola ou ainda combinados entre si, proporcionando múltiplas experiências ao aluno, em diferentes localidades.
Em Londres, nas suas proximidades, ou no verdejante interior da Inglaterra, eles têm em comum a tradição no cuidados com as crianças. Entre elas estão:
Heathfield School: só para meninas, entre 8 e 17 anos. Fundada em 1899, fica perto de Ascot, localidade famosa pelas corridas de cavalo. Tem piscina aquecida, esportes e oferece aulas de dança, teatro e cozinha
Christ Church Beacon: para meninos e meninas entre 10 e 15 anos. Fundada em 1541, fica em Brecon Beacons, no País de Gales. Oferece muitas opções de esportes, especialmente trilhas, bike, squash, basquete e futebol.
Rugby School: para meninos e meninas entre 12 e 17 anos. Fundada em 1567, funciona em um verdadeiro castelinho, e tem entre seus ex alunos Lewis Carroll. A escola oferece ainda excursões a Stratford Upon Avon, a terra de Shakespeare, a Londres e Cambridge.
Harrow School: para meninos e meninas entre 13 e 17 anos. Fundada em 1572, tem entre seus famosos ex alunos Winston Churchill e Lord Byron, o poeta. Fica próxima a Londres, numa magnífica área verde. Oferece inúmeras atividades esportivas que vão do tênis, futebol e squash, esqui aquático, arco e flecha e inúmeros passeios.
Culford School: para meninos e meninas, em Bury St Edmonds, no coração da Inglaterra, bem próxima a Cambridge. Oferece muitas opções de esporte e ainda o convívio com alunos ingleses.
Concord College (Popup!): Para meninos e meninas entre 12 e 15 anos. Situada em Acton Burnell, no interior da Inglaterra, junto ao País de Gales, a escola oferece curso de verão com aulas de inglês ou de ciências pela manhã e muita atividade esportiva à tarde. O campus tem alojamento em quartos individuais, com toda infra-estrutura de esportes e lazer.
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Educação Internacional
Tel/fax (11) 3256 8288
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Na forma de colares, anéis, braceletes, o âmbar dominicano,
admirado por quem visita o país é uma dos presentes que
natureza deu à República Dominicana
Por um capricho da natureza, nas matas tropicais, ao norte da ilha, uma árvore chamada pelos nativos de Algarobo (Hymenaea coubaril), quando ferida, verte para se proteger e cicatrizar, uma resina especial que,durante longos séculos, foi sendo depositada no solo. Tereremotos e seguidos ajustes das camadas da terra, alterações geológicas e climáticas fizeram com que a resina dourada descansasse por milharesde anos em grandes reservas do subsolo. Adormecida durante séculos esta resina transformou-se no âmbar, gema de origem vegetal encontrada em grandes minas, perto de Santiago e de Puerto Plata, na Montanha Central e também na Cordilheira do Leste, perto de El Valle, Hoto Mayor e Bayguana, a única das ilhas do Caribe que possui esta riqueza.
O âmbar dominicano, formado entre 15 e 25 mil anos atrás, tem características diferentes do âmbar do Mar Báltico ou do norte da Europa, com cores brilhantes que vão do dourado ao avermelhado, passando pelo conhaque, branco , rosado e até mesmo azul e verde, dependendo das substâncias presentes no solo onde se depositou.
Esta preciosa resina, quando escorreu, antes de seu longo descanso no subsolo muitas vezes capturou, ainda em sua forma líquida e viscosa, insetos variados, ou resíduos vegetais que podem ser vistos através da transparência e que dão ao âmbar, que guardou consigo a memória dos tempos remotos, valor ainda maior.
Épossível conhecer fatos históricos e científicos dessa gema no Museu do Ambar que fica na área central de Santo Domingo e que reúne amostras dos diversos tipos de âmbar dominicano; lá,com a ajuda de um guia são mostradas as diferentes fases na formação bem como podem ser observadas vários exemplares.
No mesmo museu ainda existe uma seção especialmente dedicada ao Larimar, pedra preciosa azul, também conhecida como a turquesa dominicana, encontrada excusivamente no país e, na forma de jóias, com montagem em prata e ouro, ambas as gemas são vendidas na loja do próprio museu.
O Museu do âmbar fica na Calle Arz. Meriño # 452, Esq. Restauración- Zona Colonial.
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(Por Maria Alice Ancona Lopez - uma das sócias da PRESSTO)
O Caribe ou Mar das Caraíbas ou Mar do Caribe é parte do Oceano Atlântico localizado entre a América do Sul e América do Norte. Caribe refere-se também ao grupo de ilhas e estados insulares no Mar do Caribe, também chamados de Antilhas ou Índias Ocidentais, nome originado pela crença de que o continente americano fosse, na verdade, a Índia. O Caribe está situado na sua própria placa tectônica, Placa Caribenha que engloba também parte da América Central.
Explosão de Beleza
O
mar translúcido que vai azul turquesa ao verde esmeralda, as praias
de areia muito brancas e o clima de eterno verão são denominadores
comuns às milhares de ilhas que se alinham, como um grande colar,
no Mar do Caribe, na América Central.
Em comum, também, as histórias de batalhas navais, conquistas
de piratas e o rum, presente em inúmeros coquetéis, em toda
a região. Cada uma delas, no entanto, guarda características
próprias graças à mistura de raças e culturas
que ali se estabeleceram dando, à região, sons, cores e
sabores únicos. São centenas de hotéis e resorts
famosos por sua arquitetura, jardins, infra-estrutura, qualidade de serviços,
hospitalidade e sofisticação.
O Caribe guarda belezas inimagináveis ou imagináveis em
sonhos dourados, razão pela qual é o local onde mais existem
navios fazendo cruzeiros e uma das maiores concentrações
de iates do mundo. Por isso tudo o Caribe é um destino para repetidas
viagens. E sempre surpreenderá.
Quando ir
Temperaturas
que oscilam dos 22 aos 32 graus durante todo o ano fazem do Caribe um
destino sempre ideal para férias. A altíssima temporada
é de dezembro a abril e a época de chuvas é de julho
a outubro, variando de ilha para ilha. Existe uma grande diferença
em preços entre a alta e a baixa temporada.
Como ir
A partir do Brasil é possível chegar às diversas
ilhas em vôos de conexão para a Cidade do Panamá,
Bogotá, Caracas ou Miami. Vôos diretos, apenas para Aruba,
Cuba e Cancun. Dependendo da temporada há programas com vôos
diretos, fretados, para algumas das ilhas. Consulte seu agente de viagens.
Entre as ilhas
Cruzeiros marítimos permitem conhecer, em roteiros de uma semana,
as mais famosas ilhas do Caribe, em roteiros alternados, a leste e oeste.
Mas, se a viagem visa o relax total nos sofisticados resorts caribenhos,
pode-se usar as linhas aéreas locais que interligam as ilhas.
Transporte
Todas as ilhas possuem estrutura de locação de veículos,
o transporte ideal utilizado para visita-las seja em jeeps, carros de
passeio, scooters ou bicicletas. Algumas ilhas como Barbados, Bahamas,
Jamaica e Ilhas Virgens tem mão de direção inglesa.
Mas, atenção, pois as Ilhas Virgens Americanas possuem mão
à esquerda porém carros com direção à
direita.
Idiomas
O inglês é a língua mais
falada em todas as ilhas, assim como o francês
nas ilhas de origem francesa. Na maioria também se entende e fala
o espanhol. A linguagem popular é o Papiamento ou Patois (diz-se
patoá) dialeto de origem africana misturado aos diversos idiomas
que dominaram e dominam as ilhas como inglês, francês, holandês,
espanhol e português e ainda a língua dos arauaques, índios
que habitavam a maioria das ilhas antes do seu descobrimento. Para os
brasileiros é de fácil entendimento a linguagem das rádios
pela grande quantidade de palavras portuguesas constantes nesse dialeto.
Esportes
A maioria
das ilhas oferece o mesmo tipo de opção em esportes. O mais
famoso é o mergulho autônomo (Scuba Diving) ou mergulho com
tanque ou cilindro. Todas oferecem cursos e certificação
PADI, PDIC, NAUI e outros, bem como cursos para turistas (beach courses)
para os primeiros mergulhos. Cursos de vela, de windsurfe, de surfe, de
esqui aquático, são comuns nas ilhas. Quadras de tênis
e campos de golfe são encontrados em todo o Caribe.
Moeda
O dólar
americano é a moeda corrente em todas as ilhas, embora cada uma
tenha sua moeda local.
Documentação
Passaporte
válido pelo menos por 6 meses. Algumas ilhas exigem visto específico.
Para os vôos via Miami ou outra cidade americana é necessário
visto americano para múltiplas entradas. Sugerimos consultar o
consulado competente.
Ilhas ... CLIQUE
AQUI PARA VER A MATÉRIAL NA INTEGRA (PDF)
Maria Alice Ancona Lopez (Mariuccia)
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(Por Maria Alice Ancona Lopez - uma das sócias da PRESSTO)
Nos idos de 1658 a rica norueguesa Karen Mowat casou-se com o nobre dinamarquês Ludvig Rosenkrantz e, como presente de casamento, ganharam uma fazenda onde foi construído seu palácio, o Rosendal, hoje, visitado por turistas de todo o mundo.
Visitar esta propriedade – hoje Museu e Centro Cultural Baroinet Rosendal - é uma verdadeira viagem ao passado romântico e dos mais belos passeios a quem visita os fiordes noruegueses.
Além de conhecer a edificação, seu magnífico roseiral, seu jardim de ervas e especiarias é possível participar da preparação de assados na cozinha centenária, provar pães, tortas e bolos na Sala de Chá, ou degustar vinhos na sua adega onde também acontecem de exposições de arte.
Rosendal fica na entrada do Hardangerfjord, entre o fiorde, montanhas e cachoeiras, e é um dos passeios oferecidos pelo hotel Solstrand até o final de setembro. Dirigido pela mesma família desde o início do século 19, este hotel faz parte dos The Prominent Hotels Of The Fjords, hotéis que têm em comum o conceito requintado de ser, que oferecerem serviços diferenciados e estão situados nos cenários mais deslumbrantes da Noruega.
The Prominent Hotels Of The Fjords (LINK para
página dos clientes da PRESSTO em português)
The Prominent Hotels Of The Fjords (LINK to
PRESSTO the 'clients' page in English)
A partir do hotel Solstrand é possível também passeios em hidroavião, sobreovoando o glaciar Folgefonna ou chegando até o Farol Marsteinen, o ponto extremo da região.
O embarque de passageiros para os passeios de hidroavião é feito nos jardins do próprio hotel que fica às margens do fiorde.
Ilha da Luz
A partir deste hotel é possível realizar passeios românticos
como à Lysöyen, ou a Ilha da Luz, situada no meio do fiorde
de azul profundo. Lá fica a casa usada como refúgio de verão
pelo compositor Ole Bull, que viveu no final do século 19, um palacete
de madeira que exibe inúmeros estilos arquitetônicos e símbolos
religiosos misturados religiosos porque Ole Bull acreditava que a tolerância
era fundamental à paz para a Humanidade. Alí estão
guardadas as lembranças deste que foi um dos grandes mestres da
música norueguesa, mentor de Edvard Grieg e de Henrik Ibsen. Na
grande sala onde estão seus objetos pessoais são realizados,
mediante solicitação, concertos privativos a grupos de visitantes.
Spa também para eles
Outra novidade deste hotel no seu Spa são os tratamentos para executivos
estressados que, reclinados em cadeira confortáveis, com os pés
em bacias de porcelana entregam seus pés e seu cansaço a
experientes mãos para massagens relaxantes. A técnica nórdica
de tratamento inclui ainda o cuidado com as cutículas de pés
e mãos, massagem adicional com de óleo de mirra e, para
finalizar, massagem no couro cabeludo. Tudo envolvido por aromas, loções
e cremes, em sessões de 50 minutos de duração.
Outra opção disputada pelos marmanjos é a massagem
especial, também com 50 minutos de duração e que
começa com um banho de eucalipto, massagem no couro cabeludo seguida
de massagem corporal.
Como é o Solstrand Fjord Hotel
A construção, tipicamente norueguesa, pintada no amarelo característico
da região dos fiordes, data de 1896 embora a história deste
hotel remonte a 1146, quando naquele local foi fundado um mosteiro. À
edificação principal foram-se agregando novas alas sempre
respeitando o estilo arquitetônico. Assim, passado e presente podem
ser vivenciados neste hotel dirigido pela mesma família desde o
início do século passado e que oferece serviço personalizado,
sendo uma referência na hotelaria norueguesa. Atualmente o hotel
é comandado basicamente por mulheres, tendo à frente Borea
Schaun-Larsen e sua filha, Pernille. Cada detalhe é cuidado com
esmero e supervisionado pela própria dona que faz com que cada
hóspede sinta-se, na verdade, como seu convidado. O hotel é
membro do grupo denominado The Prominent Hotels of the Fiords, que tem
como característica comum estarem em cenários deslumbrantes
da Noruega e serem dirigidos pelas mesmas famílias há pelo
menos quatro gerações. Nascidos no século XIX para
atender aos nobres ingleses que descobriam aquele como um destino turístico
especial, vêm hospedando, desde então, artistas e a nobreza
européia, além de serem os favoritos de personalidades norueguesas.
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(Por Maria Alice Ancona Lopez - uma das sócias da PRESSTO)
Quando a família Quinn adquiriu, em 1990, um prédio de três andares na Dame Street, uma das avenidas centrais de Dublin, capital da Irlanda, a recuperação econômica do país estava se iniciando. Como ocorreu em centros de cidades, de todo o mundo, também em Dublin os preços dos imóveis, eram diretamente proporcionais a um centro de cidade ainda deteriorado.
O prédio, adquirido para ser a sede da escola de inglês Centre of English Studies, Centre of English Studies, custou então 500 mil Euros. “Fizemos a compra na hora certa porque, embora soubéssemos que a recuperação do centro de Dublin iria acontecer aceleradamente, nunca ninguém poderia supor que o preço do mesmo imóvel alcançasse os 3,2 milhões de Euros de hoje”, afirma Jonathan Quinn, um dos sócios e diretores da escola, voltada para o ensino de inglês para estrangeiros.
A valorização imobiliária de quase 700% em pouco mais de 15 anos deste edifício de arquitetura típica, com tijolinhos aparentes, no centro de Dublin, mostra com clareza o boom que inevitavelmente acontece quando o centro urbano volta a ser revigorado. O início dos anos 90 já mostrava sinais do que iria acontecer com o mercado imobiliário irlandês e pouco tempo depois - por volta de 1996/97 ocorreu o boom imobiliário. E este fenômeno não é exclusivo de Dublin e tem sido assim em todas as cidades que investiram na valorização do seu centro urbano.

“Em Dublin, quem soube se antecipar, viu seu capital multiplicar–se da noite para o dia e o mesmo acontecerá aqui”, afirmam especialistas como Mauro Teixeira Pinto, da TPA Empreendimentos e Construções que prevê inevitável boom provocado pela volta da classe média a morar de volta no centro da cidade. A empresa lançou o Novo Centro Arouche, primeiro edifício residencial naquela área com total infra-estrutura de lazer, um ou dois dormitórios, atraindo famílias e solteiros para viver nesta que é uma das áreas mais bem servidas em transporte, cultura, ensino,comércio, gastronomia.
Nesse aspecto, São Paulo se aproxima mais uma vez de Dublin. A área
central da capital irlandesa, próxima ao rio Liffey, absolutamente
deteriorada até os anos 80, transformou-se no atraente Temple Bar,
região dos bares e restaurantes e também do quarteirão
cultural, com cinematecas, centros de música etc. Conseqüência
inevitável, os edifícios residenciais dessa região também
tiveram super valorização. Hoje, um apartamento dois dormitórios
e 50 metros quadrados, na Hapenny House, Ormond Quay, em Dublin 1 é
alugado por 1200 Euros ao mês, mas seu valor de revenda pode ultrapassar
facilmente os 500 mil Euros.
Entre as vantagens de morar no centro de Dublin está a ampla oferta de transporte público, para todas as regiões da cidade, afirma Flavia Destro, paulistana que vive desde 2004 por lá. A cidade já apresenta um trânsito complicado, obrigando quem mora em partes distantes do centro a deslocamentos demorados. “Mudei para o centro da cidade e estou absolutamente feliz porque tenho tudo que preciso – compras, lazer, opções culturais – muito perto e ainda transporte fácil para qualquer região, o que foi decisivo na minha recente mudança de trabalho,”
Como em Dublin, o tempo perdido no trânsito também pesa na hora
da decisão em voltar a viver no centro. “As pessoas querem mais
qualidade de vida, mais tempo de convívio familiar e morar no centro
de São Paulo é o primeiro passo para isso.”, garante Mauro
Teixeira Pinto.
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We'll begin with box, and the plural is boxes;
But the plural of ox should be oxen, not oxes.
Then one fowl is goose, but two are called geese,
Yet the plural of moose should never be meese.
You may find a lone mouse or a whole lot of mice,
But the plural of house is houses, not hice.
If the plural of man is always called men,
When couldn't the plural of pan be called pen?
The cow in the plural may be cows or kine,
But the plural of vow is vows, not vine.
And I speak of a foot, and you show me your feet,
But I give a boot - would a pair be called beet?
If one is a tooth and a whole set are teeth,
Why shouldn't the plural of booth be called beeth?
If the singular is this and plural is these,
Why shouldn't the plural of kiss be called kese?
Then one may be that, and three may be those,
Yet the plural of hat would never be hose;
We speak of a brother, and also of brethren,
But though we say mother, we never say methren.
The masculine pronouns are he, his and him,
But imagine the feminine: she, shis and shim!
So our English, I think you will all agree,
Is the trickiest language you ever did see.
I take it you already know
Of tough and bough and cough and dough
Others may stumble, but not you
On hiccough, thorough, laugh, and through.
And cork and work and card and ward
And font and front and word and sword
Well done! And now if you wish, perhaps
To learn of less familiar traps.
Beware of heard, a dreadful word
That looks like beard and sounds like bird.
And dead: it's said like bed and not like bead-
For goodness sakes don't call it deed.
Watch out for meat and great and threat,
They rhyme with suite and straight and debt.
A moth is not a moth in mothers,
Nor both in bother, broth in brother.
And here is not a match for there,
And dear and fear for bear and pear.
And then there's dose and rose and lose-
Just look them up - and goose and choose,
And do and go, then thwart and cart.
Come, come, I've hardly made a start!
A dreadful language? Man alive!
I'd mastered it when I was five.
And yet to write it, the more I tried,
I hadn't learned it at fifty-five!
---- Anonymous
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(Por Maria Alice Ancona Lopez - uma das sócias da PRESSTO)
Quando a minha filha decidiu que iria para a Irlanda muita gente perguntou: Irlanda? Por que a Irlanda? Ou então: Orlando? Sua filha vai para Orlando? E os inevitáveis: "Mas lá não é perigoso? " "Mas lá não chove muito?"
A verdade é que para nós, do Atlântico Sul, a Irlanda foi, durante muito tempo, aquela ilha distante, lá para os lados da Inglaterra que exportava seus cidadãos para o mundo e, em especial, para os Estados Unidos. E aqui vai um mea culpa em nome de tantos brasileiros que sequer desconfiam que a Irlanda, entre tantas outras virtudes, produziu gênios da literatura como George Berkeley, James Joyce, George Bernard Shaw, Richard Brinsley Sheridan, Oliver Goldsmith, Oscar Wilde, W.B. Yeats, Samuel Beckett, Séamus Heaney, Herminie T. Kavanagh, e outros. Quatro deles - Shaw, Yeats, Beckett, Heaney - prêmios Nobel de literatura.
Na música os irlandeses são igualmente férteis. Christy Moore, Pat Ingoldsby, Shane MacGowan, Sinéad O'Connor, U2, The Cranberries, Bob Geldof, The Corrs, Enya são alguns dos seus filhos ilustres.
O gosto pela literatura está impregnado na alma irlandesa tanto quanto a música e contribuiram para o jeito de ser do povo - alegre, barulhento, exrtrovertido e pacífico - que recebe abertamente e sem qualquer preconceito os muitos estrangeiros que agora buscam o país como sua nova pátria e os milhares de estudantes que procuram seu bem estruturado sistema de ensino seja para aprender inglês ou para pós graduação. Porque, agora, o fluxo se inverteu. Os irlandeses que não mais deixam mais seu país, uma das economias mais ricas da Europa, com crescimento anual de 9%, estão abertos a receber gente para ocupar seus muitos postos de trabalho.
Se na vida acadêmica os irlandeses são bons, o mesmo pode-se dizer da vida social e o pub - há milhares deles pelo país - é o local de encontro de todos, é onde o irlandês se socializa, reúne-se com os amigos, acompanhados da Guiness, a cerveja escuira, densa e cremosa que é como um símbolo da própria Irlanda.
Em Dublin está concentrada praticamente a metade da população de todo o país que gira em torno dos 4 milhões. Com uma enorme porcentagem de jovens, a cidade ferve de animação em seus incontáveis restaurantes, pubs, especialmente na área conhecida como Temple Bar, isto para não falar dos inúmeros shows que acontecem regularmente na cidade.
Não bastassem todas essas qualidades, Dublin ainda está muito próxima das principais capitais européias e é servida por uma vasta malha aérea (inclusive de baixo preço) possibilitando pequenas viagens a Paris, Amsterdã, Madri, Londres e tantas outras cidades.
Com tanta qualidade de vida, quem se importa, afinal, com a chuva? "Um bom guarda-chuva resolve o problema" é o que diz minha filha depis de quase três anos vivendo (feliz) em Dublin.
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(publicada na revista D&D nº 59)
O artista plástico que ele queria ser, ele é. Ao optar pela arquitetura - "em parte para satisfazer a família". Carlos Bratke pensou ter deixado o artista plástico adormecido. Mas não deixou. Quem vê sua obra percebe, de imediato, que ele faz sim, esculturas. De morar. De viver. De trabalhar. De estudar. Esculturas que compõem a paisagem urbana, que se equilibram em formas geométricas, em curvas, em planos.
São casas que parecem querer alçar vôo, como uma asa delta ou unidades que se ajustam à paisagem, aos aclives e declives, quase como parte da própria natureza. Mas há dezenas de escolas, incontáveis edifícios de escritórios, prédios residenciais e também igreja. "Escolhi o caminho da diversidade, da pluralidade", fala o arquiteto, de alma inquieta que quer sempre responder a desafios de criatividade. "Ainda falta fazer um hospital, uma universidade, um aeroporto, talvez?"
Com justo orgulho fala do Cepema, em Cubatão, na junção da Piaçagüera com a Imigrantes, uma de suas mais recentes e belas esculturas. A edificação, financiada e doada pela Petrobrás à USP, é um Centro de Pesquisa e Capacitação sobre o Meio Ambiente e tem efeito inegavelmente impactante sobre cada um que o vê. Inaugurado em 2006, o Cepema abriga dois grandes laboratórios de química e bio-química, um centro de triagem e recuperação de animais nativos, um viveiro de mudas da Mata Atlântica para estudos dos efeitos da poluição sobre a flora, salas de aulas, área de documentação, um museu da ciência, auditório e duas suites para professores visitantes. Tudo isso distribuído num conjunto harmônico de formas geométricas de grande leveza e projetado de tal maneira que já considera sua futura ampliação, possível de ser integrada à edificação, sem alterar o conceito original.
Enumerar suas obras?
" Impossível", ele afirma. São tantas as intervenções deste paulista que nasceu e cresceu em torno de pranchetas e réguas T, filho , irmão, sobrinho e primo de uma enorme família de arquitetos.
Às vésperas dos 40 anos de sua formatura Carlos Bratke reflete sobre a cidade que ele viu ser ocupada desordenadamente. E lamenta "os eternos entraves da legislação urbanística medíocre, que restringe a criatividade do arquiteto", comentando, com pitadas de inveja, o arrojo arquitetônico possível na China, em Cingapura ou nos Estados Unidos onde a fertilidade e o atrevimento arquitetônicos são expressos em tantos edifícios com 100 andares ou até mais . "São Paulo tem condição econômica para isso mas não o faz, em função da legislação, cheia de restrições.” E ainda lembra que a tal legislação criada para proteger, pode igualmente destruir uma área, bairro ou região , como ocorreu com Itapecerica da Serra,SP. Em função da “Lei dos Mananciais”, que supostamente deveria proteger aquele local bucólico e colonial, acabou alijando dali a construção legal. Mas não evitou sua “favelização”, a ocupação ilegal.”
Citando contradições, Carlos Bratke lembra que, da mesma forma como os homens públicos não modernizaram as leis de ocupação urbana, também permitem o uso do espaço, sem qualquer forma de planejamento de longo prazo. Exemplo disso é da avenida Berrini, região onde ele foi pioneiro em levantar edifícios para escritórios, no final dos anos 70. Nesse bairro de ruas estreitas e circulação complicada, havia uma avenida, margeando um córrego e grandes espaços que foram rapidamente ocupados sem que tivesse havido um planejamento público.
"Outro problema sério é falta de continuidade administrativa. Os prefeitos e governadores se sucedem e um parece fazer questão de interromper o que o outro fez e os impactos negativos para a cidade são incontáveis".
Sedução
Poder contribuir para o que ele chama de "humanizar os apartamentos" parece ser uma das paixões e dos desafios de Carlos Bratke. "Nos meus projetos eu procuro levar ao apartamento o que se tem em casa, começando pelo verde.“ Seduzido por fazer dos apartamentos melhores espaços para morar, ele tem assinado inúmeros projetos em diferentes cidades brasileiras e neles não há sala em "L" e também ninguém entra pela sala de jantar, segundo Bratke, verdadeiros vícios da arquitetura nacional” “Gosto muito de me debruçar sobre um projeto especialmente de poder trabalhar com liberdade e fornecer as soluções necessárias, caso a caso”. Um bom exemplo disso é o conjunto de oito edifícios de apartamentos residenciais de São José do Rio Preto onde a solução para o forte calor da cidade foi a utilização de amplos terraços que fornecem sombra necessária tanto para os quartos como para a sala. Terraços que, externamente, aparecem como faixas onduladas, na fachada. Mais uma escultura de morar.
Novas fronteiras
Para o jovem arquiteto formado em 67, pela Faculdade de Arquitetura Mackenzie, os desafios profissionais estavam em São Paulo mas hoje Bratke reconhece novas fronteiras nacionais para esses profissionais. Ele mesmo tem produzido muito em cidades do interior paulista, especialmente São José do Rio Preto, Cuiabá e Brasília. A capital brasileira, em especial, surge como um fértil campo para os arquitetos. "Há uma sociedade ávida por construir e pronta a usar os serviços dos arquitetos, e valorizar a criatividade, o que nem sempre encontramos em São Paulo." Com bom humor lastima a enxurrada de construções neo-clássicas que se avolumam assustadoramente em São Paulo, segundo ele, “espelho da sociedade de novos ricos.”
Muitas vezes premiado, Carlos Bratke tem consciente o papel social do arquiteto. Pós-graduado em Planejamento e Evolução Urbana na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo reconhece a importância de trabalhar com espaços urbanos em geral, valiosos para a população, e destaca o papel da arquitetura na construção de escolas. Para ele, que fez dezenas delas, "É um espaço de que todos nós nos lembramos, e que tem grande importância na vida de cada um" Na sua própria experiência pessoal, Carlos Bratke diz ser inesquecível, o campus do Mackenzie e destaca a importância do espaço arquitetônico da escola, para o encontro e integração dos alunos, mesmo no conturbado período militar.
(publicada na revista D&D nº 59)
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