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21-09-09
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Leitura

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Aqui estão textos que podem interessar a vocêe que falam um pouco do trabalho da PRESSTO.

Here are some interesting articles, many of which provide an insight into the work of PRESSTO.
Objeto de desejo


Na forma de colares, anéis, braceletes, o âmbar dominicano, admirado por quem visita o país é uma dos presentes que natureza deu à República Dominicana.
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Como nos contos de fada

The Prominent Hotels Of The Fjords
Nos idos de 1658 a rica norueguesa Karen Mowat casou-se com o nobre dinamarquês Ludvig Rosenkrantz e, como presente de casamento, ganharam uma fazenda onde foi construído seu palácio, o Rosendal, hoje, visitado por turistas de todo o mundo.    >> Saiba Mais
Moinho, Irlanda
Os porquês da Irlanda
(por m.a.a.l.) Quando a minha filha decidiu que iria para a Irlanda muita gente perguntou:Irlanda? Por que a Irlanda? E os inevitáveis:
"Mas lá não é perigoso?",
"Mas lá não chove muito?".
A verdade é que para nós, do Atlântico Sul, a Irlanda foi, durante muito tempo, aquela ilha distante, lá para os lados da Inglaterra que exportava seus cidadãos para o mundo e, em especial, para os Estados Unidos.   >> Saiba Mais
CARIBE


O mar translúcido que vai azul turquesa ao verde esmeralda, as praias de areia muito brancas e o clima de eterno verão são denominadores comuns às milhares de ilhas que se alinham, como um grande colar, no Mar do Caribe, na América Central.   >> Saiba Mais
Esculturas para morar
Centro de Capacitação e Pesquisa do Meio Ambiente (Cepema) - Carlos Bratke

O artista plástico que ele queria ser, ele é. Ao optar pela arquitetura - "em parte para satisfazer a família". Carlos Bratke pensou ter deixado o artista plástico adormecido. >> Mais
São Paulo & Dublin


A recuperação do centro histórico da capital irlandesa trouxe espantosa valorização aos imóveis da região, num fenômeno que começa a acontecer na capital paulista   >> Saiba Mais
Concord College
Pequenos Castelos
(por m.a.a.l.) Escolas da Inglaterra oferecem programas de férias com todas as mordomias, em pequenos castelos. Cercadas de grande áreas verde, escolas tradicionais - onde estudaram personalidades como Winston Churchill e Lewis Carroll abrem sua portas para alunos estrangeiros, durante as férias de julho. >> Mais
Artigos publicados na revista "D & D" - por jornalistas da equipe PRESSTO.
Patricia Anastassiadis
Vinho do Porto - Uma Paixão
Vinho do Porto(por m.a.a.l.) Em 1969 Carlos Cabral comprou sua primeira garrafa de Porto para ser consumida, no inverno daquele ano, em companhia de Leda, que viria a ser sua esposa e os futuros sogros.   >> Saiba Mais
Emoldurando a Vida
Porta-retratos Porta-retratos podem variar com o tempo, quanto ao design, a moda, o estilo mas nunca saem da moda porque são neles onde expomos nossas lembranças para nós mesmos e para os outros. O que está, afinal, por trás dessa paixão pelos porta-retratos?   >> Saiba Mais
Patricia Anastassiadis - SEM LIMITES
(Por Giorgia Marcucci - jornalista da equipe PRESSTO)
Doze anos de profissão, bem-sucedida carreira incluindo trabalhos na Grécia, Portugal e Espanha, amor incondicional pela família, por São Paulo e pelo Brasil, a arquiteta e designer Patrícia Anastassiadis é, antes de tudo, uma atenta observadora. Mas, a exemplo dos filósofos da Grécia de seus pais, para ela observar não basta. Há que chegar ao Eureka!   >> Saiba Mais

 

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Vinho do Porto, uma paixão


(Por Maria Alice Ancona Lopez - uma das sócias da PRESSTO)


Em 1969 Carlos Cabral comprou sua primeira garrafa de Porto para ser consumida, no inverno daquele ano, em companhia de Leda, que viria a ser sua esposa e os futuros sogros. Aquele Dom Joséda Real Cia. Velha celebrou dois grandes amores. Nascia a paixão pelo Porto, que tornaria Cabral o maior especialista brasileiro no assunto e estava selado o amor pela companheira de toda a vida que o segue, inclusive, nas jornadas do Vinho do Porto.


Embora de família portuguesa, Cabral descobriu sozinho o Porto e começou uma caminhada incansável, para estudá-lo. E o aluno foi tão determinado que mereceu o maior reconhecimento dado a um especialista no assunto. Foi nomeado Cavaleiro da Confraria do Vinho do Porto em 1984 e promovido ao grau máximo de Infanção em 2003. Não hámais outros títulos a conquistar.


A paixão de Cabral por este vinho nascido nas entranhas do Douro, resultado do esforço imenso de quem o produz, fez com que, nas muitas viagens a Portugal conhecesse não apenas a região e os produtores mas também se tornasse amigo de muitas personalidades, verdadeiras lendas no assunto.

"São inesquecíveis momentos vividos ao lado dos mestres Fernando Moreira Paes Nicolau de Almeida, enólogo da Casa Ferreira e JoséAntonio Ramos Pinto Rosas.Foram únicos e memoráveis. Mestres maiores, souberam cultivar em mim um amor platônico pelo Porto. A amizade leal, sincera e familiar com Manuel Joaquim Poças Pintão, cujos momentos de convivência dão impressão de sermos dois adolescentes a falar do vinho do Porto. Uma amizade nascida com vinho do Porto éeterna!!!!!", enfatiza Cabral.


"Para mim, o Porto écomo a vida. Estápresente nas 24 horas do meu dia, não sóo vinho, mas os amigos nascidos com o vinho, os objetos de sua história, os livros que me cercam"Como resultado desta obsessão sadia, Cabral formou uma coleção de aproximadamente 7500 de rótulos do Porto que ele organizou e transformou - usando apenas uma pequena parte deles - em livro, jápublicado:Porto, Um Vinho e Sua Imagem, lançado como uma forma de o Brasil participar das comemorações das 250 anos da demarcação oficial da região de produção do Porto. “Antes de ser vinho, o Porto éhistória”e hámuito da nossa história que pode ser contada através do Porto”, afirma com categoria, ele que tem uma coleção de mais de 400 livros relativos a esse vinho tão especial.


Projetos futuros?"Quero dissecar a história do vinho no Brasil, sua presença em diversos segmentos de nossa sociedade. Depois de Porto, Um Vinho e Sua Imagem e “A Presença do Vinho no Brasil”, vem aí“O Vinho na Diplomacia Brasileira”, “O Vinho na Marinha do Brasil”, na Igreja do Brasil e outros mais. Sem falar do Dicionário do Vinho do Porto que jáéquase uma realidade.


Aos iniciantes no assunto, Cabral aconselha muita leitura. "O Porto tem a maior literatura disponível diante de outros vinhos. Ler sua heróica história de mais de 400 anos éum exercício de cultura raro. Ler sempre e muito para se entender as múltiplas facetas desse vinho édescobrir, a cada momento, que se trata de uma obra de arte em uma forma líquida.”


Engana-se no entanto quem pensar que, com toda esta filosofia e as muitas honrarias que recebeu, Carlos Cabral seja um desses especialistas cheios de empáfia. Bem ao contrário. Ele sabe repartir com os outros o seu conhecimento. Fala com a simplicidade de quem conhece e ama o que faz.


Hoje ele tem exerce inúmeros papéis:éescritor, palestrante e consultor de grandes empresas, sempre voltado ao crescimento e transformação do mercado brasileiro de vinhos. Participou da fundação da Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho e de diversas outras sociedades e confrarias no Brasil e Exterior. Viaja constantemente, sempre acompanhado de Leda, conhecendo as regiões vinícolas do mundo e, em especial, de Portugal e do Brasil. Colabora com revistas de enologia e sua atividade cotidiana écomo consultor de Vinhos do Grupo Pão de Açúcar, trabalho que inclui a formação periódica de novos consultores em vinho.


Privilégio engarrafado


O Porto éum vinho natural e fortificado, produzido e vinhedos em forma de terraços, exclusivamente na região demarcada do Douro, norte de Portugal.O que torna o Porto diferente de outros vinhos, além do clima e solo únicos, éo fato de sua fermentação ser estancada na fase inicial,através da adição de uma aguardente vínica neutra. Assim, o açúcar natural das uvas não se transforma totalmente em álcool, tornando o Porto um vinho naturalmente doce



Os tipos

Quanto àcor, o vinho do Porto pode ser:

Tawny (aloirado) –Sua cor étopázio,resultado de envelhecimento em tonéis de carvalho. Combina com doces em geral, e também éótimos digestivo.

Ruby –De cor grenáintenso éum Porto jovem, bastante frutado. Geralmente não tem mais de 3 anos e deve ser consumido jovem.

White –Quando jovem éclaro e transparente, com o tempo oxida-se ganha tonalidade amarelo ouro. Branco extra-seco éum excelente aperitivo e o Lágrima (muito doce)éideal para sobremesas.


No quesito qualidade, o vinho do Porto pode ser:

Vintage –Éconsiderado o melhor dos Portos porque vem da melhor parte de uma colheita excepcional. Combina com perfeição com queijosespecialmente com o Queijo da Serra da Estrela.

LBV -Late Bottled Vintage –Tipo de Porto Vintage que descansa entre 4 e 6 anos em barricas de carvalho antes de ser posto àvenda. Vinho rico em cor e forte sabor. Combina muito bem com vários chocolates, massas folhadas e amêndoas

Colheita –Este vinho éum Tawny por excelência, que deve permanecer em barrica por no mínimo 7 anos.

Porto com indicação de idade –éum vinho resultante da mistura de vários vinhos velhos. O rótulo da garrafa indica a idade média do vinho. Perfeito com frutas secas e principalmente amêndoas e também marzipã.


O Porto no D&D


Ficou com vontade de provar um Porto? Vinhos do Porto, taças e decanters também estão no D&D, na Expand, Maison des Caves , Spicy, Tok &Stok.


Conselhos do Cabral


Aos iniciantes, Cabral lembra que o Porto épara todos os momentos.

"O Porto Branco, gelado,com limão e tônica éum grande refresco.

O Porto Tawny com os doces a base de amêndoas, um deleite para a alma e os Portos Ruby (vintages jovens e LBV) com os queijos de ovelha curado são experiências memoráveis.

O ritual do Porto ésempre o mesmo:respeito diante do cálice. Éum momento mágico!"


Ele lembra ainda que, com a idade, o vinho do Porto deposita ao fundo da garrafa, a sua borra natural. Cuidar da garrafa para que o vinho não turve, éfundamental, por isso éimportante decantar o vinho do Porto antes de serví-lo. Éapropriado ter cuidados de filtragem em moderno funil de prata ou de aço inox .

Quanto àtemperatura, os Tawnys e os Rubys devem estar entre 16 e 18 graus evitando-se assim uma grande volatilização do álcool presente no vinho.


"Degustá-lo em paz sendo um atento observador de sua cor, aromas e sabores éenriquecer e abastecer a alma. Lembrar do vinho do Porto em todo o seu conjunto éelevar o espírito e purificar a alma."




Maria Alice Ancona Lopez (Mariuccia) ... clique para ver o perfil da empresa
Diretora da PRESSTO
mar@pressto.com.br

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Emoldurando a Vida


(Por Maria Alice Ancona Lopez - uma das sócias da PRESSTO)


Eles podem ter ar nobre e clássico, em prata, ou aquele jeitão barroco, cheios de volutas, curvas, ou serem sutis, quase imperceptíveis, feitos em materiais transparentes;também fortes e soberbos, em madeira ou ecológicos, em bambu e palha ou ainda plurais, em painéis modernos e designs arrojados. Porta-retratos podem variar com o tempo, quanto ao design, a moda, o estilo mas nunca saem da moda porque são neles onde expomos nossas lembranças para nós mesmos e para os outros.


O que está, afinal, por trás dessa paixão pelos porta-retratos?


“A fotografia éum congelamento em que vocêeterniza um momento de sua vida. Éa foto que te remete a como vocêtambém quer ser visto”, afirma a psicanalista Ana Paula Pires.”Foto éum olhar privilegiado porque éum recorte, um congelamento que ressignifica a realidade, que dáum certo sentido àexperiência de vida. A foto dáuma pista para o entendimento de nós mesmos , que sempre éenganosa, porque esta constância de sentido éimáginária, fantasiosa, mas que, de qualquer forma, nos seduz, nos encanta.”


Na base de tudo estáuma verdade incontestável:“Nós nos constituímos a partir do olhar do outro - O que o Outro quer de mim ? O que o Outro vêem mim?, proporia Lacan. Uso como referência o outro, para saber de mim. A alteridade émuito importante na nossa própria revelação, continua a psicanalista e, na foto, somos interpretados a partir do outro”


Nossos olhos são atraídos para ver o que nos interessa. Eles focalizam o detalhe, o recorte. Na fotografia, o recorte éfeito pelo olhar do outro e éatravés dele que a pessoa entra no mundo, na sua própria cultura. Entra como desejada.


Ainda háoutro aspecto a ser considerado:a fotografia éuma obra aberta. Vocêvênela sua própria história e pode reinterpretá-la. Quantas vezes olhamos uma foto antiga e nela vemos um aspecto novo “olha como minha mãe era jovial”ou “olha como estávamos felizes”, sinais que haviam passados despercebidos em ocasiões anteriores.


Outra explicação pela eterna paixão por fotografias em porta-retratos, segundo Ana Paula estáno fato de uma foto ter a concretude que permite fazer uma leitura sobre aquele instante paralisado


Nas fotos de família, por exemplo, vocêtenta decifrar o enigma de “quem évocê”. Aívocêse encontra no olhar de um tio-avô, vocêvêsua filha no sorriso de sua mãe, vocêpode começar a desembaralhar os fios da meada de sua própria história. Assim, quando colocamos as fotos nos porta-retratos estamos zelando pelas nossas lembranças.”


A fotografia, estática, no porta-retratos da sala nos permite recordar, reter certos fragmentos da experiência e esquecer o resto.



Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa , tão fácil:
_ Em que espelho ficou perdida
a minha face?
(Viagem- Adelia Prado)


Mas a beleza da foto também pode variar com relação ao olhar de quem a vê. Cada um vêuma coisa e o que para mim éfeio, para o outro pode ser bonito. Vale a pena citar as várias formarde olhar sobre as quais Alfredo Bosi fala no livro


“O Olhar”e que podem, igualmente, se aplicar àfotografia
Contemplar éolhar religiosamente (comtemplum)
Considerar éolhar com maravilha assim como os pastores errantes aluz noturna ( com-sidus)
Respeitar éolhar para trás ou olhar de novo, tomando-se asdevidas distâncias (re-spicio)
Admirar éolhar com encanto movendo a alma atéa soleira doobjeto (ad-mirar)

"Ao posarmos para uma foto nos arrumamos, sorrimos, na tentativa demostrar o melhor ângulo de nós mesmos. Mas nem sempre as fotosde que mais gostamos são posadas. Fotos espontâneas em que algode nós épinçado, fisgado, podem revelar gratas surpresasa quem foi fotografado", finaliza.


E essas serão, com certeza as melhores candidatas ao porta-retratosda sala.


Olho no texto:


"A fotografia dáuma pista para o entendimento de nósmesmos ."
(Ana Paula Pires)



*Ana Paula Pires épsicanalista e Mestre em Psicologia Clínicapela Universidade de São Paulo.
Do porta-retrato,
sem assombro,
olhando para o que hoje somos,
enquanto
o que somos
olha,
com espanto,
aquilo o que jáfomos.
(Neusa Peçanha)




Maria Alice Ancona Lopez (Mariuccia) ... clique para ver o perfil da empresa
Diretora da PRESSTO
mar@pressto.com.br

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Patricia Anastassiadis
SEM LIMITES.


(Por Giorgia Marcucci - jornalista da equipe PRESSTO)


Doze anos de profissão, bem-sucedida carreira incluindo trabalhosna Grécia, Portugal e Espanha, amor incondicional pela família,por São Paulo e pelo Brasil, a arquiteta e designer PatríciaAnastassiadis é, antes de tudo, uma atenta observadora. Mas, a exemplodos filósofos da Grécia de seus pais, para ela observar nãobasta. Háque chegar ao Eureka!


Novos conceitos:ontem era pulseira;hoje éuma garagem


O jeito irrequieto de ser da grega paulistana éfreqüente nasua história profissional. Por exemplo, enquanto a maioria de nósvêuma garagem como mero abrigo de automóveis, a arquiteta apercebe como um espaço nobre.

“Chegamos e saímos pela garagem, raramente utilizando a entradasocial. Não raro me perguntava como este espaço poderia sermais estético e seguro. A solução foi sugerida pela pulseirado relógio de uma amiga”.

Patrícia conta que a pulseira era confeccionada a partir da borrachautilizada na fabricação do pneu Pirelli banda larga Pzero, paraFórmula 1, jáentão utilizado em peças de vestuário,acessórios e outras tantas aplicações off road. Vai daí que... Eureka!

“Anastassiadis Conceitos idealizou a Garagem Pirelli, utilizando a borrachaPzero em todo o conjunto e trazendo como resultado um espaço ordenado,sinalizado, seguro e agradável”, conta Patrícia, aproveitandopara alertar que criatividade e sucesso sóandam juntas quando o contextodo mercado também estápresente.

“Muitos prédios terão a Garagem Pirelli, mas nãosomente por conta de criatividade e beleza. Além de conquistar o consumidorfinal, a criação deve estar em consonância com os interessesdo meio em que se insere. Sob a ótica da construção civil,em última análise a solução éadotada porquenão onera o custo final da obra. Sob a ótica da Pirelli, estagaragem éuma ferramenta importante de market-share, remetendo ao produtoe despertando uma intimidade inexistente, pois raros são aqueles quesabem dizer qual a marca dos pneus de seus automóveis”.

Neste intrincado de mercado e no bojo do market-share éque acontece
o encontro de estrelas, atuantes em diferentes artes. Desde 11 de fevereiro,o site da Pirelli exibe Mission Zero, estrelado por Uma Thurman. Para mostrara performance do famoso pneu da marca, a atriz faz peripécias fugindode perseguidores, dirigindo um Lamborghini Gallardo, calçado por quatroPzero.

O final do filme bem poderia ser a chegada da loira cult, musa de QuentinTarantino, em segurança, na garagem conceituada por Anastassiadis.

Nada mais lógico, uma vez que as peripécias de Patríciacom o Pzero começaram bem antes de Pirelli investir 3 milhõesde dólares no curta-metragem exclusivo para a web. E ela nem precisoude um Lamborghini. Bastou-lhe a força motriz de uma pulseira de relógio.


Interiores:a arte de emoldurar histórias


Patrícia Anastassiadis éadepta do denin, índigo, blue,porque ainda não descobriu “algo mais prático do que jeans”.Low-profile sim, com um jeito de menina crescida e tempero de charme discreto,mesmo por isso sofisticado. Agenda apertadíssima também, masFelipe éa prioridade:“desculpe, amanhãéimpossível; vou acompanhar o primeiro dia da volta às aulas de meu filho”.

Como ainda não éamanhãe o escritório é novo, Felipe estápor lá, inspecionando a sala de trabalho damãe. Mudança sóde número. A rua, chamada Ceará,no bairro Higienópolis, continua a mesma, no endereço do cartãode visitas e no vértice do tempo, que a fez urbana, porém amanteve como bucólico caminho ladeado por frondosas árvores.

O espaço Anastassiadis de trabalho deixa ver livros e publicaçõesdiversas, e revela concretamente a paixão da arquiteta por leiturae pesquisa, hábitos cultivados desde a infância. Também,atesta claramente sua visão da arquitetura de interiores.

“As peças utilizadas na decoração são amoldura, e não a história. Adotar o que dástatus, porémimpede manter no ambiente o reflexo do que somos écomprometer a históriapessoal, o que serve também para ambientes corporativos. A arquiteturade interiores, antes de tudo, orienta a circulação, a ventilação,a iluminação e posiciona molduras para a expressão pessoal,ou corporativa, das pessoas que ocupam tais espaços e neles recebemseus visitantes”.


Corporativo e social:de Rothschilds a Filomenas


A assinatura Anastassiadis estápresente em inúmeros espaçoscorporativos, como na sede brasileira do Banco Rothschild, trazendo como objetivoestimular o vivenciamento da marca, independente de estar projetada por umbanco;e no BankBoston, trabalho que incluiu a mudança da linguagemcorporativa da instituição.

Entre dezenas de outros projetos, como para o McDonald’s;e para a Adidas,em São Tomée Príncipe - “ganhar esta concorrênciainternacional nos fez acreditar que, realmente, impossível é aquilo que não se conhece”-, vale lembrar a revoluçãoque o furacão Patrícia provocou no andar da presidênciada Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de SãoPaulo), re-paginando-o totalmente, àépoca em que a instituiçãoera presidida por Horácio Lafer Piva.

“Foi uma experiência muito interessante. Quando cheguei para aentrevista, não me contive. Ao externar opinião sobre a necessidadeurgente de tornar o ambiente mais adequado –em termos tambémde conforto funcional - fui sincera atédemais. Por isso, julguei quenão conseguiria o trabalho. Enfim, deu tudo certo”.

Às experiências com arquitetura de interiores para corporaçõesde renome somam-se outras tantas, aplicadas em ambientes hoteleiros, escritóriose restaurantes (destes, inúmeros no exterior), como Limone, ArmazémPaulista, Auguri e Filomena.

Égenética a raiz deste ecletismo de Patrícia Anastassiadis,cuja infância e juventude foram pontilhadas com as cores de muitas bandeiras,em constantes viagens cuidadosamente organizadas pelos pais, Dora e Stefanos.Histórias de conquistas, ocupações, artes, perfumes,sabores eram re-visitadas e comentadas em família, fortalecendo conhecimentos.Muito provavelmente, Dora e Stefanos também aproveitavam para colher,naqueles estrangeiros cotidianos, inspiração para os tecidosque, na volta ao Brasil, tomavam forma na indústria têxtil dafamília, no Bom Retiro.


Design:uma piscadela do olho do cisne


Porque aprendeu a olhar com olhos de ver, Patrícia jamais se contentacom o que estáàvista, como o gracioso cisne de cristal queidentifica a marca Swarovski.

Na verdade, esta história começa hámais de um século.Em 1892, aos 30 anos de idade, o austríaco Daniel Swarovski, primogênitode uma família de cortadores de vidro da Boêmia, inventou umamáquina revolucionária, capaz de cortar o cristal com extraordináriaprecisão. A partir da minúscula Wattens, no Tyrol, Swarovskiiniciou um interminável abraço no mundo. Hoje, um cristal Swarovskiéencontrado num sem número de peças, desde enfeitesde cristal, lustres, alta costura, aparelhos óticos de altíssimaperformance e, claro, em peças criadas pela porção designerda primogênita da família Anastassiadis.

A marca éOrnare, a coleção éAnima, e as linhassão Lumina, Pelle, Corpore e Monograma. Confere exclusividade aos produtoso design assinado por Patrícia, com aplicação de couronas portas dos armários, e puxadores adornados com incrustaçõesde precisos cristais Swarovski. O formato édo diamante e o brilhoéo mesmo que, em 1956, encantou Christian Dior e o fez cooperar paraa criação do efeito Aurora Borealis, introduzindo definitivamentea marca do Cisne na alta costura.

Neste ponto, Patrícia comenta que produzir soluções criativas,que resultem em projetos possíveis são frutos de vivênciade mercado, mas o tema deveria fazer parte do currículo universitário.

“O designer trabalha para a indústria e com a indústria,enquanto a grande maioria dos professores não ‘entende’ a indústria, por não atuar diretamente junto a ela. Falta aeles a intimidade com as questões que envolvem os processos industriais,desde encargos, peculiaridades de pontos de vendas, acompanhamento de tendências,desenvolvimento das peças nos departamentos de criação,e muito mais. Este distanciamento confronta teoria e prática, o quedeve ser corrigido, porque, sem amplitude de visão, équaseimpossível ao recém-formado enfrentar com sucesso o mercadode trabalho. No caso da Ornare e em outros tantos, se não houvesseentrosamento entre designer e corpo técnico da indústria, nadaia acontecer”.


Grandes espaços, grandes soluções:a era cluster


Arquiteta de interiores, inovadora de conceitos, designer. Ainda nãoétudo. Trabalhar exteriores, criando soluções expostasao ir, vir e usar de pessoas também faz parte do prazer profissionale do jáextenso e vitorioso currículo de Patrícia. Vitoriosoainda mais para alguém que, hápouco mais de dez anos, juntamentecom o irmão e sócio Eudoxios, utilizava um cantinho na indústriatêxtil dos pais para fabricar móveis de ferro.

Para os grandes espaços, surge a porção arquiteta queordena, personaliza e aprimora o perfil de áreas extensas, de ocupaçãohorizontal, como Ville de France, em Itatiba, SP;ou de ocupaçãovertical, como a Reserva Granja Julieta, na capital, empreendida pela extensãobrasileira da Tishman Speyer, a gigante norte-americana do mercado imobiliárioque, além de centenas de outras espetaculares realizaçõese aquisições éa dona do Rockfeller Center e do ChryslerBuilding.

Para os espaços comuns da Reserva Granja Julieta –estréiada Tishman no mercado residencial, com investimentos de 40 milhõesde dólares -, Anastassiadis passeou a criatividade em praçasinternas, na introdução da arte e na ordenaçãoda ocupação de quadras poliesportivas, pistas de cooper, piscinas,academia de ginástica, centro gastronômico e sala de cinema.Um pequeno mundo, àsombra de 200 árvores nativas.


Quase uma cidade?


“Não. Éum cluster, do qual, em diferentes propostase escalas hávários exemplos, em nossa e outras cidades brasileiras.As pessoas cada vez mais se concentram. A tendência éirreversível,provocada pelas pressões do cotidiano urbano. No espaço-cidade,éimpossível parar e observar a escultura que, enquanto enriquecea praça, conta um pouco da história. No cluster, o espaço-cidadeéinteriorizado. Pode ser generoso, impecável, atrativo paraser utilizado e, o que émelhor, pode ser utilizado”.

Patrícia comenta de que forma o grande volume de crédito disponível–2007 deve fechar uma oferta de recursos da ordem de 12 bilhõesde reais para financiamentos imobiliários - reflete no profissionalde arquitetura.

“No Brasil, esta atividade, trabalhando interiores, fachadas ou espaçosexternos nunca foi tão importante como agora, e não apenas pelademanda. Com chance para interagir, o arquiteto não pode abrir mãode avaliar o espaço urbano;de conseguir dar algo para a cidade. Desenharcalçadas e muros, pensar e criar mobiliário urbano que garantaconforto. A cidade não ésómercado. Éum organismovivo, que necessita equilíbrio. Suas necessidades estão alémde traçados. Equilíbrio do meio ambiente éobrigação,como o éo uso de energia solar e o reuso da água”.

“Quanto ao consumidor, estámais refinado. Lêatentamenteo memorial descritivo. Quer saber detalhadamente sobre os acabamento. Os tempossão outros. Épreciso sugerir elementos, partir para o desenhomacro”.

“Neste momento, quando éfértil o campo para a arquitetura,que éa grande medicina para a cidade, o arquiteto não deveesquecer seu papel de médico. Temos muitos espaços para os quaisprojetar soluções;e também espaços a recuperar,tarefas que podem somar qualidade de vida e viabilidade econômica”.

No contexto profissional, levando ao extremo a relação arquiteto/cidade,como resumir o ser, o estar e o fazer?

“Agir com o coletivo da profissão;estar atenta aos chamamentosda cidade;melhorar a vida das pessoas. Assimilar o que enxergo e realizartrabalhos que contribuam para melhorar a qualidade de vida de quem vai habitá-los”.
Para resumir o enérgico ser e pensar de Patrícia Anastassiadis,emprestamos de Pitágoras de Samos uma das muitas gotas da sua fontede sabedoria:Pan Metron Ariston, ou:A virtude Estáno Meio.

 

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Pequenos Castelos


(Por Maria Alice Ancona Lopez - uma das sócias da PRESSTO)



Como príncipes e princesas
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Escolas da Inglaterra oferecem programas de férias com todas as mordomias, em pequenos castelos


Cercadas de grande áreas verde, escolas tradicionais - onde estudaram personalidades como Winston Churchill e Lewis Carroll, o autor de Alice no País das Maravilhas –abrem sua portas para alunos estrangeiros, durante as férias de julho. A programação éintensa combinando aulas de inglês pela manhãe muita atividade esportiva e cultural àtarde e nos finais de semana.


Existem programas isolados, de cada escola ou ainda combinados entre si, proporcionando múltiplas experiências ao aluno, em diferentes localidades.


Em Londres, nas suas proximidades, ou no verdejante interior da Inglaterra, eles têm em comum a tradição no cuidados com as crianças. Entre elas estão:


Heathfield School:sópara meninas, entre 8 e 17 anos. Fundada em 1899, fica perto de Ascot, localidade famosa pelas corridas de cavalo. Tem piscina aquecida, esportes e oferece aulas de dança, teatro e cozinha


Christ Church Beacon:para meninos e meninas entre 10 e 15 anos. Fundada em 1541, fica em Brecon Beacons, no País de Gales. Oferece muitas opções de esportes, especialmente trilhas, bike, squash, basquete e futebol.


Rugby School:para meninos e meninas entre 12 e 17 anos. Fundada em 1567, funciona em um verdadeiro castelinho, e tem entre seus ex alunos Lewis Carroll. A escola oferece ainda excursões a Stratford Upon Avon, a terra de Shakespeare, a Londres e Cambridge.


Harrow School:para meninos e meninas entre 13 e 17 anos. Fundada em 1572, tem entre seus famosos ex alunos Winston Churchill e Lord Byron, o poeta. Fica próxima a Londres, numa magnífica área verde. Oferece inúmeras atividades esportivas que vão do tênis, futebol e squash, esqui aquático, arco e flecha e inúmeros passeios.


Culford School:para meninos e meninas, em Bury St Edmonds, no coração da Inglaterra, bem próxima a Cambridge. Oferece muitas opções de esporte e ainda o convívio com alunos ingleses.


Concord College (Popup!):Para meninos e meninas entre 12 e 15 anos. Situada em Acton Burnell, no interior da Inglaterra, junto ao País de Gales, a escola oferece curso de verão com aulas de inglês ou de ciências pela manhãe muita atividade esportiva àtarde. O campus tem alojamento em quartos individuais, com toda infra-estrutura de esportes e lazer.


Maria Alice Ancona Lopez (Mariuccia) ... clique para ver o perfil da empresa
Diretora da PRESSTO Educação Internacional
Tel/fax (11) 3256 8288
mar@pressto.com.br


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Objeto de desejo


(Por Maria Alice Ancona Lopez - uma das sócias da PRESSTO)



Na forma de colares, anéis, braceletes, o âmbar dominicano, admirado por quem visita o país éuma dos presentes que natureza deu àRepública Dominicana


Por um capricho da natureza, nas matas tropicais, ao norte da ilha, uma árvore chamada pelos nativos de Algarobo (Hymenaea coubaril), quando ferida, verte para se proteger e cicatrizar, uma resina especial que,durante longos séculos, foi sendo depositada no solo. Tereremotos e seguidos ajustes das camadas da terra, alterações geológicas e climáticas fizeram com que a resina dourada descansasse por milharesde anos em grandes reservas do subsolo. Adormecida durante séculos esta resina transformou-se no âmbar, gema de origem vegetal encontrada em grandes minas, perto de Santiago e de Puerto Plata, na Montanha Central e também na Cordilheira do Leste, perto de El Valle, Hoto Mayor e Bayguana, a única das ilhas do Caribe que possui esta riqueza.


O âmbar dominicano, formado entre 15 e 25 mil anos atrás, tem características diferentes do âmbar do Mar Báltico ou do norte da Europa, com cores brilhantes que vão do dourado ao avermelhado, passando pelo conhaque, branco , rosado e atémesmo azul e verde, dependendo das substâncias presentes no solo onde se depositou.


Esta preciosa resina, quando escorreu, antes de seu longo descanso no subsolo muitas vezes capturou, ainda em sua forma líquida e viscosa, insetos variados, ou resíduos vegetais que podem ser vistos através da transparência e que dão ao âmbar, que guardou consigo a memória dos tempos remotos, valor ainda maior.


Épossível conhecer fatos históricos e científicos dessa gema no Museu do Ambar que fica na área central de Santo Domingo e que reúne amostras dos diversos tipos de âmbar dominicano;lá,com a ajuda de um guia são mostradas as diferentes fases na formação bem como podem ser observadas vários exemplares.


No mesmo museu ainda existe uma seção especialmente dedicada ao Larimar, pedra preciosa azul, também conhecida como a turquesa dominicana, encontrada excusivamente no país e, na forma de jóias, com montagem em prata e ouro, ambas as gemas são vendidas na loja do próprio museu.


O Museu do âmbar fica na Calle Arz. Meriño # 452, Esq. Restauración- Zona Colonial.


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CARIBE


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(Por Maria Alice Ancona Lopez - uma das sócias da PRESSTO)


O Caribe ou Mar das Caraíbas ou Mar do Caribe éparte do Oceano Atlântico localizado entre a América do Sul e América do Norte. Caribe refere-se também ao grupo de ilhas e estados insulares no Mar do Caribe, também chamados de Antilhas ou Índias Ocidentais, nome originado pela crença de que o continente americano fosse, na verdade, a Índia. O Caribe estásituado na sua própria placa tectônica, Placa Caribenha que engloba também parte da América Central.


Explosão de Beleza
O mar translúcido que vai azul turquesa ao verde esmeralda, as praias de areia muito brancas e o clima de eterno verão são denominadores comuns às milhares de ilhas que se alinham, como um grande colar, no Mar do Caribe, na América Central.
Em comum, também, as histórias de batalhas navais, conquistas de piratas e o rum, presente em inúmeros coquetéis, em toda a região. Cada uma delas, no entanto, guarda características próprias graças àmistura de raças e culturas que ali se estabeleceram dando, àregião, sons, cores e sabores únicos. São centenas de hotéis e resorts famosos por sua arquitetura, jardins, infra-estrutura, qualidade de serviços, hospitalidade e sofisticação.
O Caribe guarda belezas inimagináveis ou imagináveis em sonhos dourados, razão pela qual éo local onde mais existem navios fazendo cruzeiros e uma das maiores concentrações de iates do mundo. Por isso tudo o Caribe éum destino para repetidas viagens. E sempre surpreenderá.


Quando ir
Temperaturas que oscilam dos 22 aos 32 graus durante todo o ano fazem do Caribe um destino sempre ideal para férias. A altíssima temporada éde dezembro a abril e a época de chuvas éde julho a outubro, variando de ilha para ilha. Existe uma grande diferença em preços entre a alta e a baixa temporada.


Como ir
A partir do Brasil épossível chegar às diversas ilhas em vôos de conexão para a Cidade do Panamá, Bogotá, Caracas ou Miami. Vôos diretos, apenas para Aruba, Cuba e Cancun. Dependendo da temporada háprogramas com vôos diretos, fretados, para algumas das ilhas. Consulte seu agente de viagens.


Entre as ilhas
Cruzeiros marítimos permitem conhecer, em roteiros de uma semana, as mais famosas ilhas do Caribe, em roteiros alternados, a leste e oeste. Mas, se a viagem visa o relax total nos sofisticados resorts caribenhos, pode-se usar as linhas aéreas locais que interligam as ilhas.


Transporte
Todas as ilhas possuem estrutura de locação de veículos, o transporte ideal utilizado para visita-las seja em jeeps, carros de passeio, scooters ou bicicletas. Algumas ilhas como Barbados, Bahamas, Jamaica e Ilhas Virgens tem mão de direção inglesa. Mas, atenção, pois as Ilhas Virgens Americanas possuem mão àesquerda porém carros com direção àdireita.


Idiomas
O inglês éa língua mais falada em todas as ilhas, assim como o francês nas ilhas de origem francesa. Na maioria também se entende e fala o espanhol. A linguagem popular éo Papiamento ou Patois (diz-se patoá) dialeto de origem africana misturado aos diversos idiomas que dominaram e dominam as ilhas como inglês, francês, holandês, espanhol e português e ainda a língua dos arauaques, índios que habitavam a maioria das ilhas antes do seu descobrimento. Para os brasileiros éde fácil entendimento a linguagem das rádios pela grande quantidade de palavras portuguesas constantes nesse dialeto.


Esportes
A maioria das ilhas oferece o mesmo tipo de opção em esportes. O mais famoso éo mergulho autônomo (Scuba Diving) ou mergulho com tanque ou cilindro. Todas oferecem cursos e certificação PADI, PDIC, NAUI e outros, bem como cursos para turistas (beach courses) para os primeiros mergulhos. Cursos de vela, de windsurfe, de surfe, de esqui aquático, são comuns nas ilhas. Quadras de tênis e campos de golfe são encontrados em todo o Caribe.


Moeda
O dólar americano éa moeda corrente em todas as ilhas, embora cada uma tenha sua moeda local.


Documentação
Passaporte válido pelo menos por 6 meses. Algumas ilhas exigem visto específico. Para os vôos via Miami ou outra cidade americana énecessário visto americano para múltiplas entradas. Sugerimos consultar o consulado competente.


Ilhas ... CLIQUE AQUI PARA VER A MATÉRIAL NA INTEGRA (PDF)


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Como nos contos de fada


(Por Maria Alice Ancona Lopez - uma das sócias da PRESSTO)


Nos idos de 1658 a rica norueguesa Karen Mowat casou-se com o nobre dinamarquês Ludvig Rosenkrantz e, como presente de casamento, ganharam uma fazenda onde foi construído seu palácio, o Rosendal, hoje, visitado por turistas de todo o mundo.


Visitar esta propriedade –hoje Museu e Centro Cultural Baroinet Rosendal - éuma verdadeira viagem ao passado romântico e dos mais belos passeios a quem visita os fiordes noruegueses.


Além de conhecer a edificação, seu magnífico roseiral, seu jardim de ervas e especiarias épossível participar da preparação de assados na cozinha centenária, provar pães, tortas e bolos na Sala de Chá, ou degustar vinhos na sua adega onde também acontecem de exposições de arte.


Rosendal fica na entrada do Hardangerfjord, entre o fiorde, montanhas e cachoeiras, e éum dos passeios oferecidos pelo hotel Solstrand atéo final de setembro. Dirigido pela mesma família desde o início do século 19, este hotel faz parte dos The Prominent Hotels Of The Fjords, hotéis que têm em comum o conceito requintado de ser, que oferecerem serviços diferenciados e estão situados nos cenários mais deslumbrantes da Noruega.


The Prominent Hotels Of The Fjords (LINK para página dos clientes da PRESSTO em português)
The Prominent Hotels Of The Fjords (LINK to PRESSTO the 'Clients' page in English)


The Prominent Hotels Of The Fjords (PDF)
Muitas FOTOS da Noruega

A partir do hotel Solstrand épossível também passeios em hidroavião, sobreovoando o glaciar Folgefonna ou chegando atéo Farol Marsteinen, o ponto extremo da região.


O embarque de passageiros para os passeios de hidroavião éfeito nos jardins do próprio hotel que fica às margens do fiorde.


Ilha da Luz
A partir deste hotel épossível realizar passeios românticos como àLysöyen, ou a Ilha da Luz, situada no meio do fiorde de azul profundo. Láfica a casa usada como refúgio de verão pelo compositor Ole Bull, que viveu no final do século 19, um palacete de madeira que exibe inúmeros estilos arquitetônicos e símbolos religiosos misturados religiosos porque Ole Bull acreditava que a tolerância era fundamental àpaz para a Humanidade. Alíestão guardadas as lembranças deste que foi um dos grandes mestres da música norueguesa, mentor de Edvard Grieg e de Henrik Ibsen. Na grande sala onde estão seus objetos pessoais são realizados, mediante solicitação, concertos privativos a grupos de visitantes.


Spa também para eles
Outra novidade deste hotel no seu Spa são os tratamentos para executivos estressados que, reclinados em cadeira confortáveis, com os pés em bacias de porcelana entregam seus pés e seu cansaço a experientes mãos para massagens relaxantes. A técnica nórdica de tratamento inclui ainda o cuidado com as cutículas de pés e mãos, massagem adicional com de óleo de mirra e, para finalizar, massagem no couro cabeludo. Tudo envolvido por aromas, loções e cremes, em sessões de 50 minutos de duração.
Outra opção disputada pelos marmanjos éa massagem especial, também com 50 minutos de duração e que começa com um banho de eucalipto, massagem no couro cabeludo seguida de massagem corporal.


Como éo Solstrand Fjord Hotel
A construção, tipicamente norueguesa, pintada no amarelo característico da região dos fiordes, data de 1896 embora a história deste hotel remonte a 1146, quando naquele local foi fundado um mosteiro. Àedificação principal foram-se agregando novas alas sempre respeitando o estilo arquitetônico. Assim, passado e presente podem ser vivenciados neste hotel dirigido pela mesma família desde o início do século passado e que oferece serviço personalizado, sendo uma referência na hotelaria norueguesa. Atualmente o hotel écomandado basicamente por mulheres, tendo àfrente Borea Schaun-Larsen e sua filha, Pernille. Cada detalhe écuidado com esmero e supervisionado pela própria dona que faz com que cada hóspede sinta-se, na verdade, como seu convidado. O hotel émembro do grupo denominado The Prominent Hotels of the Fiords, que tem como característica comum estarem em cenários deslumbrantes da Noruega e serem dirigidos pelas mesmas famílias hápelo menos quatro gerações. Nascidos no século XIX para atender aos nobres ingleses que descobriam aquele como um destino turístico especial, vêm hospedando, desde então, artistas e a nobreza européia, além de serem os favoritos de personalidades norueguesas.


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São Paulo & Dublin


(Por Maria Alice Ancona Lopez - uma das sócias da PRESSTO)


Quando a família Quinn adquiriu, em 1990, um prédio de trêsandares na Dame Street, uma das avenidas centrais de Dublin, capital da Irlanda,a recuperação econômica do país estava se iniciando.Como ocorreu em centros de cidades, de todo o mundo, também em Dublinos preços dos imóveis, eram diretamente proporcionais a um centrode cidade ainda deteriorado.


O prédio, adquirido para ser a sede da escola de inglês Centre of English Studies, Centre of English Studies, custou então 500 mil Euros. “Fizemosa compra na hora certa porque, embora soubéssemos que a recuperaçãodo centro de Dublin iria acontecer aceleradamente, nunca ninguém poderiasupor que o preço do mesmo imóvel alcançasse os 3,2 milhõesde Euros de hoje”, afirma Jonathan Quinn, um dos sócios e diretoresda escola, voltada para o ensino de inglês para estrangeiros.


A valorização imobiliária de quase 700% em pouco maisde 15 anos deste edifício de arquitetura típica, com tijolinhosaparentes, no centro de Dublin, mostra com clareza o boom que inevitavelmenteacontece quando o centro urbano volta a ser revigorado. O início dosanos 90 jámostrava sinais do que iria acontecer com o mercado imobiliárioirlandês e pouco tempo depois - por volta de 1996/97 ocorreu o boomimobiliário. E este fenômeno não éexclusivo deDublin e tem sido assim em todas as cidades que investiram na valorizaçãodo seu centro urbano.




  Novo Centro Arouche - o progresso da obra em outubro 2007

Antecipar-se ao fenômeno e perceber os sinais da recuperação do centro também vale para São Paulo. Em outubro de 2000, porexemplo, um conjunto comercial na área da Praça da República,com 150 metros quadrados, foi adquirido por 57 mil reais e hoje já estásendo oferecido por 138 mil reais. Numa proporçãode valorização que jálembra aquela de Dublin, isto nocentro de São Paulo ainda em fase de transformação.


“Em Dublin, quem soube se antecipar, viu seu capital multiplicar–seda noite para o dia e o mesmo aconteceráaqui”, afirmam especialistascomo Mauro Teixeira Pinto, da TPA Empreendimentos e Construçõesque prevêinevitável boom provocado pela volta da classe médiaa morar de volta no centro da cidade. A empresa lançou o Novo CentroArouche, primeiro edifício residencial naquela área com totalinfra-estrutura de lazer, um ou dois dormitórios, atraindo famíliase solteiros para viver nesta que éuma das áreas mais bem servidasem transporte, cultura, ensino,comércio, gastronomia.


Nesse aspecto, São Paulo se aproxima mais uma vez de Dublin. A áreacentral da capital irlandesa, próxima ao rio Liffey, absolutamentedeteriorada atéos anos 80, transformou-se no atraente Temple Bar,região dos bares e restaurantes e também do quarteirãocultural, com cinematecas, centros de música etc. Conseqüênciainevitável, os edifícios residenciais dessa região tambémtiveram super valorização. Hoje, um apartamento dois dormitóriose 50 metros quadrados, na Hapenny House, Ormond Quay, em Dublin 1 é alugado por 1200 Euros ao mês, mas seu valor de revenda pode ultrapassarfacilmente os 500 mil Euros.

A área central da capital irlandesa, próxima ao rio Leiffey

Imobiliárias locais anunciam, na mesmaregião, apartamento no Langrishe Place, com um dormitório, por415 mil Euros e, quando o prédio énovo, como em Longboat Quay,também no centro de Dublin, um dois dormitórios passa a custar665 mil Euros. Os preços dependerão, naturalmente, da estruturae conservação do prédio e também não sãopreços facilmente negociáveis jáque a demanda superaem muito a oferta. Na prática, se algum desses imóveis for oferecidoem leilão, os valores podem subir mais de 40%.


Entre as vantagens de morar no centro de Dublin estáa ampla ofertade transporte público, para todas as regiões da cidade, afirmaFlavia Destro, paulistana que vive desde 2004 por lá. A cidade já apresenta um trânsito complicado, obrigando quem mora em partes distantesdo centro a deslocamentos demorados. “Mudei para o centro da cidadee estou absolutamente feliz porque tenho tudo que preciso –compras,lazer, opções culturais –muito perto e ainda transportefácil para qualquer região, o que foi decisivo na minha recentemudança de trabalho,”


Como em Dublin, o tempo perdido no trânsito também pesa na horada decisão em voltar a viver no centro. “As pessoas querem maisqualidade de vida, mais tempo de convívio familiar e morar no centrode São Paulo éo primeiro passo para isso.”, garante MauroTeixeira Pinto.

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Os porquês da Irlanda


(Por Maria Alice Ancona Lopez - uma das sócias da PRESSTO)


Quando a minha filha decidiu que iria para a Irlanda muita gente perguntou:Irlanda? Por que a Irlanda? Ou então: Orlando? Sua filha vai para Orlando? E os inevitáveis:"Mas lá não é perigoso? " "Mas lá não chove muito?"


A verdade é que para nós, do Atlântico Sul, a Irlanda foi, durante muito tempo, aquela ilha distante, lá para os lados da Inglaterra que exportava seus cidadãos para o mundo e, em especial, para os Estados Unidos. E aqui vai um mea culpa em nome de tantos brasileiros que sequer desconfiam que a Irlanda, entre tantas outras virtudes, produziu gênios da literatura como George Berkeley, James Joyce, George Bernard Shaw, Richard Brinsley Sheridan, Oliver Goldsmith, Oscar Wilde, W.B. Yeats, Samuel Beckett, Séamus Heaney, Herminie T. Kavanagh, e outros. Quatro deles - Shaw, Yeats, Beckett, Heaney - prêmios Nobel de literatura.


Na música os irlandeses são igualmente férteis. Christy Moore, Pat Ingoldsby, Shane MacGowan, Sinéad O'Connor, U2, The Cranberries, Bob Geldof, The Corrs, Enya são alguns dos seus filhos ilustres.


O gosto pela literatura está impregnado na alma irlandesa tanto quanto a música e contribuiram para o jeito de ser do povo - alegre, barulhento, exrtrovertido e pacífico - que recebe abertamente e sem qualquer preconceito os muitos estrangeiros que agora buscam o país como sua nova pátria e os milhares de estudantes que procuram seu bem estruturado sistema de ensino seja para aprender inglês ou para pós graduação. Porque, agora, o fluxo se inverteu. Os irlandeses que não mais deixam mais seu país, uma das economias mais ricas da Europa, com crescimento anual de 9%, estão abertos a receber gente para ocupar seus muitos postos de trabalho.


Se na vida acadêmica os irlandeses são bons, o mesmo pode-se dizer da vida social e o pub - há milhares deles pelo país - é o local de encontro de todos, é onde o irlandês se socializa, reúne-se com os amigos, acompanhados da Guiness, a cerveja escuira, densa e cremosa que é como um símbolo da própria Irlanda.


Em Dublin está concentrada praticamente a metade da população de todo o país que gira em torno dos 4 milhões. Com uma enorme porcentagem de jovens, a cidade ferve de animação em seus incontáveis restaurantes, pubs, especialmente na área conhecida como Temple Bar, isto para não falar dos inúmeros shows que acontecem regularmente na cidade.


Não bastassem todas essas qualidades, Dublin ainda está muito próxima das principais capitais européias e é servida por uma vasta malha aérea (inclusive de baixo preço) possibilitando pequenas viagens a Paris, Amsterdã, Madri, Londres e tantas outras cidades.


Com tanta qualidade de vida, quem se importa, afinal, com a chuva? "Um bom guarda-chuva resolve o problema" é o que diz minha filha depis de quase três anos vivendo (feliz) em Dublin.


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Esculturas para morar


(Por Maria Alice Ancona Lopez - uma das sócias da PRESSTO)


(publicada na revista D&D nº 59)


O artista plástico que ele queria ser, ele é. Ao optar pela arquitetura - "em parte para satisfazer a família". Carlos Bratke pensou ter deixado o artista plástico adormecido. Mas não deixou. Quem vê sua obra percebe, de imediato, que ele faz sim, esculturas. De morar. De viver. De trabalhar. De estudar. Esculturas que compõem a paisagem urbana, que se equilibram em formas geométricas, em curvas, em planos.


São casas que parecem querer alçar vôo, como uma asa delta ou unidades que se ajustam à paisagem, aos aclives e declives, quase como parte da própria natureza. Mas há dezenas de escolas, incontáveis edifícios de escritórios, prédios residenciais e também igreja. "Escolhi o caminho da diversidade, da pluralidade", fala o arquiteto, de alma inquieta que quer sempre responder a desafios de criatividade. "Ainda falta fazer um hospital, uma universidade, um aeroporto, talvez?"


Centro de Capacitação e Pesquisa do Meio Ambiente (Cepema) - Carlos BratkeCom justo orgulho fala do Cepema, em Cubatão, na junção da Piaçagüera com a Imigrantes, uma de suas mais recentes e belas esculturas. A edificação, financiada e doada pela Petrobrás à USP, é um Centro de Pesquisa e Capacitação sobre o Meio Ambiente e tem efeito inegavelmente impactante sobre cada um que o vê. Inaugurado em 2006, o Cepema abriga dois grandes laboratórios de química e bio-química, um centro de triagem e recuperação de animais nativos, um viveiro de mudas da Mata Atlântica para estudos dos efeitos da poluição sobre a flora, salas de aulas, área de documentação, um museu da ciência, auditório e duas suites para professores visitantes. Tudo isso distribuído num conjunto harmônico de formas geométricas de grande leveza e projetado de tal maneira que já considera sua futura ampliação, possível de ser integrada à edificação, sem alterar o conceito original.


Enumerar suas obras?


" Impossível", ele afirma. São tantas as intervenções deste paulista que nasceu e cresceu em torno de pranchetas e réguas T, filho , irmão, sobrinho e primo de uma enorme família de arquitetos.


Às vésperas dos 40 anos de sua formatura Carlos Bratke reflete sobre a cidade que ele viu ser ocupada desordenadamente. E lamenta "os eternos entraves da legislação urbanística medíocre, que restringe a criatividade do arquiteto", comentando, com pitadas de inveja, o arrojo arquitetônico possível na China, em Cingapura ou nos Estados Unidos onde a fertilidade e o atrevimento arquitetônicos são expressos em tantos edifícios com 100 andares ou até mais . "São Paulo tem condição econômica para isso mas não o faz, em função da legislação, cheia de restrições." E ainda lembra que a tal legislação criada para proteger, pode igualmente destruir uma área, bairro ou região , como ocorreu com Itapecerica da Serra,SP. Em função da "Lei dos Mananciais", que supostamente deveria proteger aquele local bucólico e colonial, acabou alijando dali a construção legal. Mas não evitou sua "favelização", a ocupação ilegal."


Citando contradições, Carlos Bratke lembra que, da mesma forma como os homens públicos não modernizaram as leis de ocupação urbana, também permitem o uso do espaço, sem qualquer forma de planejamento de longo prazo. Exemplo disso é da avenida Berrini, região onde ele foi pioneiro em levantar edifícios para escritórios, no final dos anos 70. Nesse bairro de ruas estreitas e circulação complicada, havia uma avenida, margeando um córrego e grandes espaços que foram rapidamente ocupados sem que tivesse havido um planejamento público.


"Outro problema sério é falta de continuidade administrativa. Os prefeitos e governadores se sucedem e um parece fazer questão de interromper o que o outro fez e os impactos negativos para a cidade são incontáveis".


Sedução


Poder contribuir para o que ele chama de "humanizar os apartamentos" parece ser uma das paixões e dos desafios de Carlos Bratke. "Nos meus projetos eu procuro levar ao apartamento o que se tem em casa, começando pelo verde."Seduzido por fazer dos apartamentos melhores espaços para morar, ele tem assinado inúmeros projetos em diferentes cidades brasileiras e neles não há sala em "L" e também ninguém entra pela sala de jantar, segundo Bratke, verdadeiros vícios da arquitetura nacional" "Gosto muito de me debruçar sobre um projeto especialmente de poder trabalhar com liberdade e fornecer as soluções necessárias, caso a caso". Um bom exemplo disso é o conjunto de oito edifícios de apartamentos residenciais de São José do Rio Preto onde a solução para o forte calor da cidade foi a utilização de amplos terraços que fornecem sombra necessária tanto para os quartos como para a sala. Terraços que, externamente, aparecem como faixas onduladas, na fachada. Mais uma escultura de morar.


Novas fronteiras


Para o jovem arquiteto formado em 67, pela Faculdade de Arquitetura Mackenzie, os desafios profissionais estavam em São Paulo mas hoje Bratke reconhece novas fronteiras nacionais para esses profissionais. Ele mesmo tem produzido muito em cidades do interior paulista, especialmente São José do Rio Preto, Cuiabá e Brasília. A capital brasileira, em especial, surge como um fértil campo para os arquitetos. "Há uma sociedade ávida por construir e pronta a usar os serviços dos arquitetos, e valorizar a criatividade, o que nem sempre encontramos em São Paulo." Com bom humor lastima a enxurrada de construções neo-clássicas que se avolumam assustadoramente em São Paulo, segundo ele, "espelho da sociedade de novos ricos."


Muitas vezes premiado, Carlos Bratke tem consciente o papel social do arquiteto. Pós-graduado em Planejamento e Evolução Urbana na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo reconhece a importância de trabalhar com espaços urbanos em geral, valiosos para a população, e destaca o papel da arquitetura na construção de escolas. Para ele, que fez dezenas delas, "É um espaço de que todos nós nos lembramos, e que tem grande importância na vida de cada um" Na sua própria experiência pessoal, Carlos Bratke diz ser inesquecível, o campus do Mackenzie e destaca a importância do espaço arquitetônico da escola, para o encontro e integração dos alunos, mesmo no conturbado período militar.


(publicada na revista D&D nº 59)


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